quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O valor que você tem

"Quero que valorize" é uma música de Armando Filho que tocou (e ainda toca) bastante nas igrejas por todo o Brasil. Sua letra veio falar (e ainda fala) sobre "o valor que você tem".

Com frequência, pensamos que somos menores ou maiores do que somos de verdade, mas Deus, o nosso Criador, quer revelar nossa verdadeira essência, libertando-nos dos complexos de inferioridade e de superioridade.

É nEle que encontramos a moderação.

"Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um". Rm 12.3

Quando olho para meus sobrinhos (a primogênita com 6 anos; os mais novos com 6 e 8 meses), já consigo identificar personalidades e gostos diferentes, apesar da tenra idade.

O que revela que cada um foi criado de forma especial e com um propósito. Não somos obra do acaso, somos resultado de um trabalho artesanal e original de Deus. Por isso não há razão para comparações indiscriminadas.

O povo de Israel reconheceu:

“Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.” Is 64. 8

Quando nos vemos como barro nas mãos do Oleiro, entendemos que, por nós mesmos, não nos manteremos de pé, o que nos faz humildes.

Quando nos vemos como obras das mãos de um Deus Todo-Poderoso e “Todo- Criativo”, entendemos que somos especiais e não qualquer coisa barata.

Uma de minhas primas mais novas, quando tinha seus cinco anos, foi a uma papelaria conosco.

Ela queria levar mais objetos do que o que seu dinheiro permitia. Então Lívio lhe perguntou:

- Você só tem R$ 5,00. Como espera levar todas essas coisas?!

- Eu ´se´ vendo – ela disse espontânea.

Rsrs

É claro que ela falou coberta pelo manto da inocência infantil, o que nos levou a rir bastante.

Mas muitos ainda adultos vendem suas almas por qualquer trocado. Não tem noção de seu real valor, comprados por precioso sangue.

O Inimigo de nossas almas vem para roubar, matar e destruir. Ele sempre nos motivará a sermos orgulhosos, pois sabe que “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda”.Pv 16:18

Da mesma forma, se nos virmos insignificantes e sem esperança nos esqueceremos do Deus que nos criou e dos propósitos que estabeleceu para nós, o que nos afastará dele e nos levará a sucumbir.

Na verdade, quem nos criou sabe de nosso potencial e de nossas fraquezas. Que Ele nos ajude nesse processo de descoberta sobre nós mesmos!

"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Jeremias 29:11


♪ Por isso levante e cante
exalte ao Senhor
Você tem valor
♪

domingo, 12 de outubro de 2014

Presente para uma criança (adulta)

Hoje acontece mais uma etapa de um grande desafio... E eu com aquela expectativa de criança pelo presente do Papai do Céu.

Tentei me comportar direitinho, como a criançada tenta na véspera do dia das crianças, mas, também como elas, muitas vezes acabei “metendo os pés pelas mãos”, “enfiando o pé na jaca”, “teimosa como uma mula”.

O que me consola é que nosso Pai sabe dar boas dádivas aos filhos. A mesma Graça que se manifestou de forma extravagante na cruz desponta dia-a-dia, ainda que não percebamos.

Essa mesma graça é que nos faz receber presentes preciosos mesmo sem merecer, foi essa graça que nos salvou e nos salva perfeitamente.

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;
não por obras, para que ninguém se glorie” Ef 2:8-9


Se pensarmos bem, não temos do que nos gloriar. Tudo o que apresentamos e somos vem do alto. E se há alguma coisa fora do lugar (sempre tem) isso sim é mérito nosso, fruto de nossa natureza corrompida.

Por isso chego diante do Pai como uma criancinha desconfiada, que sabe que já recebeu coisas demais e fez coisas de menos para merecer, mas que ainda tem sonhos que compreende que só Ele, um Pai amoroso, pode realizar.

O que me consola é saber que Ele tem pensamentos de paz a nosso respeito e sua misericórdia se renova a cada manhã.

Quem acompanha o blog, sabe de nossas mudanças desde o casamento, há três anos. Quem nos conhece intimamente, sabe das decorrências de tantas viagens e desse tempo de intenso aprendizado.

Hoje estamos mais perto de casa, aos poucos vamos fincando a barraca e logo (creio) descansaremos em nosso lar.

Agradecemos por tudo que Deus tem feito em nossas vidas e hoje peço mais esse presente.

Peço porque sei que o esforço e a dedicação são partes importantes do processo, mas só quem pode dar a vitória é o Senhor.

Ontem fui a uma loja de brinquedos e vi pais aglomerados em imensas filas, tudo para garantir o presente de suas crianças e lhes proporcionar momentos de alegria.

Hoje me lembro das palavras de Jesus, no texto de Mateus 7.8-11.

“Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.
"Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra?
Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!”

Olhamos para a conquista e ficamos como quem sonha.

Sei que é do nosso Pai a melhor resposta, mas como crianças que somos, não custa pedir.

Que seja feita a vontade dEle!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eu cuido de você

Quando me sinto desamparada ou desencorajada, Ele vem pra me dizer: eu cuido de você.

Seus cuidados se revelam das mais diferentes formas, nos simples eventos cotidianos.

Hoje me esqueci de levar lanche para o trabalho. Como sou acostumada a comer em pequenos intervalos, fiquei pensando na fome que sentiria até a hora do almoço.

No meio da manhã recebi uma mensagem: Larinha, bom dia! Tem salgadinho pra você.

Salgadinhos deliciosos, diga-se de passagem. Comi-os com prazer.

Depois alguém veio até minha mesa e deixou um suco de goiaba nota dez.

Senti o cuidado de Deus nos mínimos detalhes. Se Ele cuida de nós nas pequenas coisas, imagine nas situações de perigo, nas provas mais difíceis.

Ele ouve nossa voz e a conhece. Não nos trata com indiferença. Sabe de tudo o que precisamos e nos supre abundantemente.

Essa de hoje foi só mais uma demonstração de sua misericórdia renovada.

Obrigada, Senhor!

“Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;
com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.
Você pisará o leão e a cobra; pisoteará o leão forte e a serpente.
Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra”. Salmos 91:11-16

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Meu voto é para...

Dia 05 de outubro está chegando e eu aqui envolvida em um processo difícil: escolher os candidatos em quem votar.
Anotei uma lista de nomes de políticos para pesquisar.

Não vou nem dizer quais categorias ainda estou em dúvida, senão vão chover santinhos (que de santos não tem nada) nas minhas redes sociais.

Eles aparecem nesta época do ano cheios de boas intenções (você sabe bem onde está cheio de bem intencionados), querem forçar a amizade, distribuindo sorrisos, abraços, beijinhos e fazem até coraçõezinhos com as mãos. Estão em todos os lugares e parecem entender de nossas necessidades.

Em um primeiro momento, quero até simpatizar com esses tais, mas logo me lembro de que eles não são tão íntimos assim... Aliás, onde eles estavam
todas as vezes em que precisei de saúde, lazer, educação? Quais as lutas que eles empreenderam por mim? O que eles pensam, fazem, são?
Só os encontro nas páginas de política, coluna social (e policial), normalmente envolvidos em causas próprias, em detrimento da sociedade.

Muitos deles conheço de nome, de rosto, mas não sei nada além das aparências, suas propostas são sempre iguais, parecem sem pretensão de se tornar reais.

Minha maior dificuldade é essa: distinguir figuras verdadeiras das falsas; escolher entre tantos estranhos os que realmente se importam com o público, com o desenvolvimento do Estado e do País.

Lembro-me que quando ainda fazia parte dos quadros da OAB, sempre que havia eleições para a diretoria, eu era tratada como rainha na entrada do local de votação.

Era “Dra” pra cá, “Dra” pra lá, mega assediada pelos cabos eleitorais. Quando retornávamos da cabine de votos, ninguém surgia nem com um “bom dia”, “boa tarde”, faltávamos ser pisoteados.

Em poucos minutos passávamos de cinderela para gata borralheira. O encanto havia cessado.

Nesta época do ano, não reconheço os políticos, tampouco meu país. Os candidatos da situação pintam um lugar tão perfeito que se eu vivesse na lua certamente celebraria todos eles.

Uma verdadeira esquizofrenia eleitoral.

Apesar de tudo, não vou votar em branco, nem anulo voto. Temos o direito ao sufrágio e o dever, enquanto cidadãos, de votar conscientemente.
Não perco a esperança. Minha esperança, porém, não está nos homens e mulheres que almejam governar nossa nação, mas no Deus que governa todas as coisas!

Que Ele nos ajude!

sábado, 13 de setembro de 2014

Menina Carol


Lembro-me de quando ela era apenas um bebê. De como gostava de dormir ao som de suas bonecas musicais.

Minha prima fora muito aguardada, afinal era a primeira do lado materno. Talvez, por isso, eu e Natasha festejamos tanto a sua chegada e, a partir de então, passávamos boa parte de nossas férias brincando com ela.

Lembro-me das histórias sem fim que eu inventava para fazê-la dormir (ela e o Pedro) e de como ficavam arregalando os olhos para não perder nem um pedacinho da narrativa.

A diferença de cinco anos de idade fez com que eu a encarasse como uma espécie de irmã mais nova a quem eu deveria dedicar cuidado e atenção.

O tempo passou, as distâncias nos separaram, e não posso mais acalentá-la da mesma forma, mas o carinho é o mesmo.

Lembro-me de suas lágrimas na primeira viagem que ela fez sem sua mãe. Ela era tão pequena, mas aguentou firme e Teresina passou a ser seu destino de férias.

Mais tarde, finalmente, veio morar conosco por um tempo e como eu fiquei feliz com sua presença diária.

Hoje ela casou. Fiquei feliz em vê-la dar esse passo com segurança, no tempo certo, sem atropelos. Por ter escolhido casar com alguém igualmente comprometido com Deus. Por estar dando início a mais uma etapa cheia de sonhos, como fiz um dia.

Lembro-me que quando ela era criança, sua mãe lhe disse:

- Vamos combinar uma coisa: você só vai namorar com a idade que a Lara começar, ok?!

Ela parecia adivinhar que eu começaria com a idade bem avançada para os padrões: quase dezenove. rsrsrs
E olha eles aí. Juntos, seguindo para uma vida inteira a dois.

Carolzinha (você já é mulher, mas, para nós, será sempre “Carolzinha”) e Esdras, que Deus abençoe essa união! Que dê frutos que glorifiquem ao Criador! Amamos vocês!


*Júnior Reis Fotografia

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Fora do padrão?!

Petit parecia um cachorrinho de madame, quando papai o comprou para presentear mamãe. Eu e meus irmãos éramos crianças quando ele chegou dentro de uma caixa, apenas um filhote.

Ficamos impressionados e mortos de empolgados com aquela linda e pequena bola de pelos branquinhos. - Parece um carneirinho- concluímos.

Com pouco tempo, Petit revelou que andava longe de ser bibelô de madame. Parecia mais um vira-lata, daqueles beeem pé sujo. Não existia no mundo quem adorasse mais a rua do que ele. Bastava uma brecha no portão para ele fugir. Aparecia depois de muitos dias, depois de grandes aventuras.

Não tinha quem conseguisse mantê-lo limpo. Ele era insubordinado, inteligente, temperamental e metido. Brigava com os grandes, o que fez com que perdesse um olho e ficasse algumas vezes entre a vida e a morte.

Por conta de seu comportamento inadequado, papai acabou enviando o cachorro para um primo que morava no Maranhão.

Mas Petit era um ser incorrigível, continuava aprontando na rua e povoando nossos corações. Por isso, anos mais tarde trouxemos o bichinho de volta para casa.

Pelo seu porte pequeno e sua carinha meiga, esperávamos que ele fosse um cão caseiro e passivo, que passasse o dia desfilando pela casa, exibindo seu lindo pelo branquinho, mas não. A maior parte do tempo seu pelo ficava recortado por conta das sujeiras que colavam nele em suas caminhadas pelo mundo. Ele encerrou a vida velhinho, feinho, bem diferente do filhote irresistível que conhecemos; nem por isso deixou de ocupar nossas lembranças mais agradáveis. Seu valor era maior.

Hoje descobri que na verdade o pequinês, raça a qual Petit pertencia, apesar de meiguinho, tem a personalidade caracterizada pela altivez e independência, tal qual ele era... Por isso, na China, há uma lenda associando-o aos leões.

Muitas vezes nós queremos encaixar coisas, animais e pessoas em um padrão.

Limitamos nossas crianças e jovens a um tipo, desconsiderando seus dons e particularidades.

Crescemos e continuamos nessa guerra entre o que somos e o que querem fazer de nós. É a razão de tantos sentirem-se deslocados de seu ambiente ideal e confusos, sempre confusos.

Para não sair do conforto, acabamos seguindo a correnteza e vivendo um conflito de identidade, afinal nossos pais não nos criaram para sermos quem somos, mas para sermos bem-sucedidos, aplaudidos, amados.

Nesse sentido é que Brooke Fraser canta (na belíssima CS Lewis Song):

“Existe uma alma que se move em mim
Ela está se libertando, querendo se tornar viva?
Porque o meu conforto prefere ficar dormente
E evitar o vindouro nascimento de quem nasci para me tornar [...]”

Uma coisa é certa: nascemos para glorificar o Criador, que nos criou em sua multiforme sabedoria.

Ser quem somos não significa seguir o nosso enganoso coração, mas viver aquele chamado que recebemos junto com o nosso DNA. E isso muitas vezes demanda uma longa jornada.

Deus nos ajude!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Inspiração do dia

Próximo mês faço 29. O que serei daqui a dez anos? Terei filhos, casa? Onde estarei? Quantas mudanças terei experimentado? Estarei viva? E meus sonhos?

A menina que vivia no mundo da lua, em uma espécie de “fantástico mundo de Bob”, cada dia perde um pouco dessa fantasia, torna-se uma espécie de adulto responsável.

Ser empenhada vale à pena, é até necessário. Amadurecer é tão lindo como o surgimento das primeiras flores. Só não podemos esquecer que novas flores precisam brotar se quisermos frutos novos.

Do contrário, o tempo passa e leva com ele cada resquício de vida. Um sonho que vai, um vazio que fica e, de repente, nem somos nós mesmos.

Fica a pele sem o "felling". Um reflexo no espelho. Quem está ali, afinal?

Hoje faço essa oração:

Deus, dá-me flores coloridas para as manhãs sem graça
E um pouco de riso nas tezes sisudas

Dá-me dias diferentes
Chuvas, nascentes
Frutas e folhas viçosas no quintal

Dá-me um barco à vela
E um vento para levá-lo
Para perto da mais paradisíaca paisagem
Do mais belo encontro
E gente, gente, gente
De todas as cores e formas

Dá-me poesia
Pensamentos simples e verdadeiros
Alma infantil, percepção madura
E sementes

Ata alegria em meus membros
E que a esperança seja sempre minha visão

Ao redor, dentro e fora
Amor
Provando dos mesmos sabores, cheiros, texturas, sons e visões...

Não quero me acomodar