O mundo seria melhor ou pior se todos fossem iguais a mim?
Em um primeiro momento, é natural pensar: claro que seria melhor, afinal não roubo, nem mato e me desdobro o quanto posso para não agredir ninguém.
Depois é inevitável concluir que pioraria em muitos aspectos.
Sou dura, sem ritmo. Meus movimentos são descoordenados. Ah... Como eu gostaria de dançar,
mas nem tenho coordenação motora, nem coragem para enfrentar o senso do ridículo... Também não sei tocar nenhum instrumento. Já pensou como seria triste um mundo sem dança ou uma história sem música!
E isso é só o começo.
Minha timidez impediria o mundo de avançar em muitas áreas. Além do mais, sou ansiosa e perfeccionista. Penso até cansar.
Apesar de reconhecer o erro, muitas vezes sou complacente com ele, simplesmente para evitar desagradar e fugir de discussões ou contratempos.
Acredita que já tive vizinho baderneiro, daqueles que fazem baladas ao longo de toda a madrugada, com o som no último volume, e, apesar de passar a noite sem dormir, fiquei calada, sem o denunciar.
É certo que se todos fossem iguais a mim, não haveria tanto incômodo aos vizinhos. Só a chatice comum do cotidiano e, vez por outro, uma voz mais alta.
Mas eu tenho outras características que eu não gostaria de ver tão frequente no meio da rua.
E tenho gostos, talentos específicos. Se tivessem as mesmas inclinações, o caos se instalaria, pois algumas habilidades ficariam sem donos, deixando muitos problemas sem solução.
Meu sogro esteve aqui em casa há alguns dias e consertou o pedal da lixeira da cozinha. Se dependesse de mim, certamente ela ainda estaria lá encostada.
A verdade é que a igualdade levada às ultimas consequências é monótona e inviável, por isso Deus nos fez com tantas peculiaridades.
O salmista, admirado com a multiforme sabedoria e criatividade de Deus, declara:
“Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem”. Sl 139:14
Não fique achando que deveria ser fulano ou beltrano (ou que eles deveriam ser você). Preocupe-se em desenvolver seu potencial e viver para aquilo que você foi criado.
Dos outros apenas a inspiração, o exemplo, a admiração.
E "vamo que vamo"!
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Grandes coisas
Normalmente penso que devo fazer grandes coisas. Olho para minhas mãos e as vejo pequenas...
Acho que os olhos estão cada vez maiores que a barriga. Ou a barriga está maior que os olhos?!
Não sei. Sei que alguma coisa está fora do lugar. Nossa geração anda tão insatisfeita. Comer e beber deixaram de ser suficientes e outros itens passaram a fazer parte de nossos itens básicos, porque o necessário não tem a mesma conotação antiga.
Antes se era feliz quando se tinha o que comer, beber, vestir. Hoje quem não pode ser cliente habitual dos melhores restaurantes, ostentar as famosas marcas, viajar para o exterior nas férias já se acha no direito de se considerar o mais infeliz dos homens...
Também o tempo não é mais o mesmo. O dia perdeu algumas horas. O começo não existe mais. Todos já esperam sair a partir da linha de chegada.
Há uma luta entre quem somos e o que gostaríamos de ser. Entre o que temos e nossos objetos de desejo.
O estilo simples de viver saiu de moda... E esse modo de ver a vida gera cada vez mais ansiedade e infelicidade, pois quando pensamos que dependemos de tudo, acabamos nos enxergando sempre miseráveis...
Se encarássemos cada etapa, dando um passo de cada vez, degrau a degrau, talvez nosso esforço fosse mais natural, cansaço e frustrações mais amenos.
Porque queremos tudo para ontem como se o presente já chegasse atrasado, pulamos etapas, queimamos experiências.
Precisamos do silêncio das horas vagas, viver cada estação: escutar as folhas caindo na varanda, sentir o cheiro da chuva, a marca da gota do suor atravessando a testa, o desabrochar das flores...
Enquanto estou atrás de grandes coisas, deixo de viver as que realmente são.
Grandes coisas estão acontecendo e nós nem percebemos. São nos detalhes que Deus manifesta a sua glória.
Deus nos ajude!
"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? [...] Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? [...] Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal". Mt.6.25-34
“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus".Fp 4:6-7
Acho que os olhos estão cada vez maiores que a barriga. Ou a barriga está maior que os olhos?!
Não sei. Sei que alguma coisa está fora do lugar. Nossa geração anda tão insatisfeita. Comer e beber deixaram de ser suficientes e outros itens passaram a fazer parte de nossos itens básicos, porque o necessário não tem a mesma conotação antiga.
Antes se era feliz quando se tinha o que comer, beber, vestir. Hoje quem não pode ser cliente habitual dos melhores restaurantes, ostentar as famosas marcas, viajar para o exterior nas férias já se acha no direito de se considerar o mais infeliz dos homens...
Também o tempo não é mais o mesmo. O dia perdeu algumas horas. O começo não existe mais. Todos já esperam sair a partir da linha de chegada.
Há uma luta entre quem somos e o que gostaríamos de ser. Entre o que temos e nossos objetos de desejo.
O estilo simples de viver saiu de moda... E esse modo de ver a vida gera cada vez mais ansiedade e infelicidade, pois quando pensamos que dependemos de tudo, acabamos nos enxergando sempre miseráveis...
Se encarássemos cada etapa, dando um passo de cada vez, degrau a degrau, talvez nosso esforço fosse mais natural, cansaço e frustrações mais amenos.
Porque queremos tudo para ontem como se o presente já chegasse atrasado, pulamos etapas, queimamos experiências.
Precisamos do silêncio das horas vagas, viver cada estação: escutar as folhas caindo na varanda, sentir o cheiro da chuva, a marca da gota do suor atravessando a testa, o desabrochar das flores...
Enquanto estou atrás de grandes coisas, deixo de viver as que realmente são.
Grandes coisas estão acontecendo e nós nem percebemos. São nos detalhes que Deus manifesta a sua glória.
Deus nos ajude!
"Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer ou beber; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante do que a comida, e o corpo mais importante do que a roupa? [...] Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? [...] Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas.Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal". Mt.6.25-34
“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.
E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus".Fp 4:6-7
sábado, 25 de janeiro de 2014
Reinício
Há alguns dias, nossos amigos Roberta e Serginho despediam-se de sua família em Recife. O recesso havia acabado e precisavam voltar. O chororô foi inevitável, mas eles deviam retornar ao trabalho, a rotina, ao dia comum, sem tanta festa, sem tanto afeto.
Depois foi a vez de minha concunhada Gabi dar adeus a sua parentela. As férias tinham chegado ao fim e Natal-RN mais uma vez teria que ficar para trás.
Todo começo de ano é a mesma coisa. Depois de dias festivos, temos que voltar à “realidade”.
É comum surgir uma doce melancolia. Doce porque carrega flashes dos momentos felizes.
De volta ao trabalho, vez por outra, você se pega pensando:
- Há alguns dias atrás, a essa hora, eu estava longe...
E a gente vai espreguiçando e, ao poucos, voltando ao ritmo normal.
E logo vamos organizando com ansiedade os próximos encontros que virão.
Não somos máquinas brutas. Não trabalhamos isentos de emoções. Nosso combustível é a expectativa de dias melhores, nossa corda as motivações.
Trabalho, dinheiro não são um fim em si mesmos. Nosso esforço é justamente para o sustento de nossas fomes, física, emocional, espiritual.
...
Entre passeios e "coisas a resolver", eu e Lívio percorremos mais de 4.000 km. Depois de regressar ao trabalho no início de janeiro, agora retomo as reflexões aqui no blog.
Como disse o sábio Salomão no livro de Eclesiastes, “há tempo para todo propósito debaixo da terra”.
O calendário reforça essa ideia. Cada vez que finda uma semana, um mês, um ano, algo dentro de nós morre e algo se prepara para renascer. Como um reset e um restart.
Começa o tempo de plantio.
Deus nos ajude!
...
Resumo do recesso...

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Depois foi a vez de minha concunhada Gabi dar adeus a sua parentela. As férias tinham chegado ao fim e Natal-RN mais uma vez teria que ficar para trás.
Todo começo de ano é a mesma coisa. Depois de dias festivos, temos que voltar à “realidade”.
É comum surgir uma doce melancolia. Doce porque carrega flashes dos momentos felizes.
De volta ao trabalho, vez por outra, você se pega pensando:
- Há alguns dias atrás, a essa hora, eu estava longe...
E a gente vai espreguiçando e, ao poucos, voltando ao ritmo normal.
E logo vamos organizando com ansiedade os próximos encontros que virão.
Não somos máquinas brutas. Não trabalhamos isentos de emoções. Nosso combustível é a expectativa de dias melhores, nossa corda as motivações.
Trabalho, dinheiro não são um fim em si mesmos. Nosso esforço é justamente para o sustento de nossas fomes, física, emocional, espiritual.
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Entre passeios e "coisas a resolver", eu e Lívio percorremos mais de 4.000 km. Depois de regressar ao trabalho no início de janeiro, agora retomo as reflexões aqui no blog.
Como disse o sábio Salomão no livro de Eclesiastes, “há tempo para todo propósito debaixo da terra”.
O calendário reforça essa ideia. Cada vez que finda uma semana, um mês, um ano, algo dentro de nós morre e algo se prepara para renascer. Como um reset e um restart.
Começa o tempo de plantio.
Deus nos ajude!
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Resumo do recesso...

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
O que dar de presente
Eu lhe daria o presente mais caro e mais bonito.
Pintaria sua casa com muitos detalhes e a encheria com obras de arte raras.
Amarraria estrelas no corrimão e a lua na janela.
Plantaria árvores frondosas e poria ali uma rede, um balanço e um bordão.
E você nem precisaria fazer muita coisa, me contentaria com seu sorriso sincero, a boca cheia de dentes e os olhos quase fechados, o semblante de paz e a alegria de uma criança.
Ouviria conversas do homem da cobra e guardaria uma a uma de suas lágrimas. Cada pedaço de vida e energia não seria apagada.
Em troca, eu nem exigiria o céu aberto, o jardim mais verde, bastaria o tempo esperando a gente conversar sossegado.
Escolheria minhas melhores palavras e lhe pouparia de tanta asneira. Em cada sílaba um sopro de vida, um pouco de calor.
...
Desculpe-me. Preciso começar.
Pintaria sua casa com muitos detalhes e a encheria com obras de arte raras.
Amarraria estrelas no corrimão e a lua na janela.
Plantaria árvores frondosas e poria ali uma rede, um balanço e um bordão.
E você nem precisaria fazer muita coisa, me contentaria com seu sorriso sincero, a boca cheia de dentes e os olhos quase fechados, o semblante de paz e a alegria de uma criança.
Ouviria conversas do homem da cobra e guardaria uma a uma de suas lágrimas. Cada pedaço de vida e energia não seria apagada.
Em troca, eu nem exigiria o céu aberto, o jardim mais verde, bastaria o tempo esperando a gente conversar sossegado.
Escolheria minhas melhores palavras e lhe pouparia de tanta asneira. Em cada sílaba um sopro de vida, um pouco de calor.
...
Desculpe-me. Preciso começar.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Tempo ao tempo
Diante de tantos ruídos, busco o silêncio. Um lugar quieto, arejado, povoado apenas pelos bons pensamentos.
Preciso descansar, mas minha alma tem pressa. Quer percorrer todo o mundo. Mergulha em tantas conjecturas, tenta resolver conflitos até que descubro que tenho apenas duas pernas.
A agitação da cidade, os sonhos, as possibilidades, as conversas, relacionamentos ativam minha mente e, às vezes, não me deixam parar.
Sempre que vou a São Paulo sinto isso mais intensamente. Experimento o ritmo urbano, a cidade que não para e, quando chega a noite, fico pensando em tantas coisas que estão acontecendo e eu ali tão estática em um hotel.
Até que meu sogro vem e me diz:
- Vá dormir, minha filha. Amanhã a gente continua. Você precisa parar.
Estico as pernas, fecho os olhos, mas continuo funcionando... rsrs
Essa vitalidade, esse anseio pelo que virá; sonhos, desejos que não cabem no tempo são marcas da juventude. Um dia virá a maturidade e com ela (espero) a serenidade.
Devemos aproveitar o que há de bom em cada fase.
“Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento. Afaste do coração a ansiedade e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros”. Ec 11:9-10
Em todas as etapas tenho as palavras. Nelas encontro um refúgio, onde deposito parte de minhas energias, onde reflito pra então tirar arestas e seguir mais leve.
Em todo o tempo tenho um Deus amigo, que me mantém em equilíbrio e me ajuda a avançar.
Um dia, se Deus permitir, serei uma velhinha (enxuta, rsrs) e poderei , enfim, dizer:
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”. 2 Tm 4:7-8
Preciso descansar, mas minha alma tem pressa. Quer percorrer todo o mundo. Mergulha em tantas conjecturas, tenta resolver conflitos até que descubro que tenho apenas duas pernas.
A agitação da cidade, os sonhos, as possibilidades, as conversas, relacionamentos ativam minha mente e, às vezes, não me deixam parar.
Sempre que vou a São Paulo sinto isso mais intensamente. Experimento o ritmo urbano, a cidade que não para e, quando chega a noite, fico pensando em tantas coisas que estão acontecendo e eu ali tão estática em um hotel.
Até que meu sogro vem e me diz:
- Vá dormir, minha filha. Amanhã a gente continua. Você precisa parar.
Estico as pernas, fecho os olhos, mas continuo funcionando... rsrs
Essa vitalidade, esse anseio pelo que virá; sonhos, desejos que não cabem no tempo são marcas da juventude. Um dia virá a maturidade e com ela (espero) a serenidade.
Devemos aproveitar o que há de bom em cada fase.
“Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento. Afaste do coração a ansiedade e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros”. Ec 11:9-10
Em todas as etapas tenho as palavras. Nelas encontro um refúgio, onde deposito parte de minhas energias, onde reflito pra então tirar arestas e seguir mais leve.
Em todo o tempo tenho um Deus amigo, que me mantém em equilíbrio e me ajuda a avançar.
Um dia, se Deus permitir, serei uma velhinha (enxuta, rsrs) e poderei , enfim, dizer:
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”. 2 Tm 4:7-8
domingo, 8 de dezembro de 2013
Sopro de vida
Eu queria chorar, mas me contive, como quase sempre faço.
O mundo talvez não entenda reações tão infrequentes.
Quis dançar, mas o que diriam de meus passos desconexos?! Então permaneci a mesma estátua.
O que há dentro? O que devo mostrar?
Minhas palavras revelam quem sou, porém muitas são as vezes em que eu as calo, confinando-as em uma masmorra. E então silencio, cruzo os braços, mesmo quando queria gritar.
...
Uma de minhas músicas preferidas traz uma homenagem ao grande escritor cristão C.S. Lewis. Há um trecho que sempre me marca profundamente:
“Porque nós não estamos por aqui por muito tempo. Nosso tempo é apenas um fôlego. Então é melhor respirá-lo. E eu fui feita para viver, para amar, para conhecê-lo.” (Brooke Fraser, C.S. Lewis Song)
Nosso tempo é curto, mas vivemos como se fôssemos viver aqui para sempre. Agarramo-nos às conquistas materiais, nos entregamos ao comodismo e deixamos a vida com suas pessoas passar, passar, simplesmente passar.
O que tenho feito?! O que você tem feito?! Cada um de nós é único, mas onde estão nossas proezas? O que temos a entregar?
Tenho visto poucas coisas realmente especiais. Poucos buscam a excelência, poucos imprimem a originalidade que Deus lhes deu ainda na madre.
Nunca se falou tanto em diferenças, nunca vi tanta mesmice.
Rostos mascarados, vozes caladas, “marias vai com as outras”.
A espiral do silêncio segue. Queria conhecê-lo por dentro. Você não é seu cabelo colorido, nem sua pele desenhada, nem suas fotos postadas no Face...
O que tem além da pele? Experiências boas e ruins, traumas, medos e muita, muita coisa que veio com sua digital exclusiva...
Quero poder dizer de verdade: prazer em conhecê-lo!
...
O tempo está acabando... Às vezes, me perco em comentários que não me levarão a lugar algum. Murmurar é uma grande perda de tempo. Concentrar-se no que não se tem também é.
Preciso respirar. Amar. Conhecer aquele que me criou. Só assim entenderei a razão para a qual fui criada.
Não fomos projetados para viver à toa. Se você veio é porque tinha algo a desempenhar neste mundo. E aí, o que está esperando?
O mundo talvez não entenda reações tão infrequentes.
Quis dançar, mas o que diriam de meus passos desconexos?! Então permaneci a mesma estátua.
O que há dentro? O que devo mostrar?
Minhas palavras revelam quem sou, porém muitas são as vezes em que eu as calo, confinando-as em uma masmorra. E então silencio, cruzo os braços, mesmo quando queria gritar.
...
Uma de minhas músicas preferidas traz uma homenagem ao grande escritor cristão C.S. Lewis. Há um trecho que sempre me marca profundamente:
“Porque nós não estamos por aqui por muito tempo. Nosso tempo é apenas um fôlego. Então é melhor respirá-lo. E eu fui feita para viver, para amar, para conhecê-lo.” (Brooke Fraser, C.S. Lewis Song)
Nosso tempo é curto, mas vivemos como se fôssemos viver aqui para sempre. Agarramo-nos às conquistas materiais, nos entregamos ao comodismo e deixamos a vida com suas pessoas passar, passar, simplesmente passar.
O que tenho feito?! O que você tem feito?! Cada um de nós é único, mas onde estão nossas proezas? O que temos a entregar?
Tenho visto poucas coisas realmente especiais. Poucos buscam a excelência, poucos imprimem a originalidade que Deus lhes deu ainda na madre.
Nunca se falou tanto em diferenças, nunca vi tanta mesmice.
Rostos mascarados, vozes caladas, “marias vai com as outras”.
A espiral do silêncio segue. Queria conhecê-lo por dentro. Você não é seu cabelo colorido, nem sua pele desenhada, nem suas fotos postadas no Face...
O que tem além da pele? Experiências boas e ruins, traumas, medos e muita, muita coisa que veio com sua digital exclusiva...
Quero poder dizer de verdade: prazer em conhecê-lo!
...
O tempo está acabando... Às vezes, me perco em comentários que não me levarão a lugar algum. Murmurar é uma grande perda de tempo. Concentrar-se no que não se tem também é.
Preciso respirar. Amar. Conhecer aquele que me criou. Só assim entenderei a razão para a qual fui criada.
Não fomos projetados para viver à toa. Se você veio é porque tinha algo a desempenhar neste mundo. E aí, o que está esperando?
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Mundo louco
O que fizemos com nossas crianças?! Agora a onda é “sensualizar” na internet. Começou com a moda de fotografar poses sensuais em frente ao espelho e ninguém sabe aonde vai chegar...
Antes a meninada não tinha ipads ou laptops, não mergulhava na rede, não tinha dedos familiarizados com touch screen, nem sonhava com relacionamentos virtuais, mas brincava de peão e de boneca, no quintal ou na sala, debaixo de nossos olhos e saias, segurando as mãos e tentando descobrir o que existia no fim do arco-íris.
Apesar de pequenos, seus mundos eram verdadeiros. Ali mesmo vivenciavam grandes aventuras. O futebol na calçada, o esconde-esconde, o pega-pega, a caça ao tesouro. Vez por outra, se beliscavam, gritavam “maiê, olha ele!” e resolviam seus pequenos dilemas da infância.
As brincadeiras seguiam a leveza de suas idades, as nuanças da imaginação...
Não lhes outorgávamos uma posição maior, nem menor. Eram crianças na medida exata da palavra, livres de grandes responsabilidades e sujeitas a autoridade dos pais.
Havia tempo para conversar com elas e lhes contar histórias e outras coisas, mas no diálogo filho sabia que era filho, pai sabia que era pai.
Nada de inversões, relativismos, nem cobranças descabidas. Respeitavam-se as experiências e as idades, cada acontecimento a seu tempo.
Hoje se esqueceu da simplicidade das coisas.
Está tudo muito confuso. Antes o armário era apenas um móvel na casa. Lembro de uma vez que meu irmão trancou um coleguinha dele dentro do guarda-roupa e perdeu a chave. Minha mãe ficou desesperada. Já prestes a arrombar a porta, finalmente conseguiu libertar o garotinho.
Agora estar dentro ou fora do armário tem outra conotação. Nada mais é óbvio, homem não é homem, nem menino é menino... Prevalece a máxima: ninguém é de ninguém.
Fala-se na preservação dos mares, rios, ares, mas não há quem levante a bandeira da preservação da alma infantil, da inocência própria dos pequenos.
Não há regras, nem moderados. O que me lembra um poeminha que escrevi ainda na infância:
“Se um dia eu encontrar uma laranja em um pé de coco
Não me assustarei nenhum um pouco
Pois o mundo está louco”...
Se antes eu encarava a loucura do mundo com a espontaneidade de uma criança, atualmente estou assustada.
Dia após dia, chega até nós as mais escabrosas histórias que revelam um ser humano evoluído, em termos tecnológicos, mas cada vez mais distante de alcançar o propósito para o qual foi criado.
Tantos casos de pornografia infantil, revenge porn (vingança pornô)... Os androides se tornaram armas apontadas e fazem vítimas a todo instante.
O Big Brother é a herança do povo e há uma procura grande por aplicativos como o Lulu (aquele em que as mulheres dão notas aos homens de suas redes sociais).
As orgias deixam as caladas da noite e aparecem a qualquer hora do dia nas telas dos computadores e nos celulares mais variados...
As crianças estão lá. E os pais, onde estão?
Crianças precisam de proteção e é nosso papel defendê-las. Omitir-se é uma forma de agressão. O que seu filho anda vendo na TV, por quais sites ele navega, o que carrega na mochila, quem são suas companhias, sobre o que conversa?
Quando se trata de criança, tais medidas não são invasão de privacidade, pelo contrário, é preservação, zelo, amor.
Fechar a porta da casa e escancarar a janela para o mundo (sem qualquer tela de proteção) é uma incoerência.
Imponha limites, converse, dedique tempo, ensine valores, lute por seus pequenos hoje! Amanhã pode ser tarde demais.
Antes a meninada não tinha ipads ou laptops, não mergulhava na rede, não tinha dedos familiarizados com touch screen, nem sonhava com relacionamentos virtuais, mas brincava de peão e de boneca, no quintal ou na sala, debaixo de nossos olhos e saias, segurando as mãos e tentando descobrir o que existia no fim do arco-íris.
Apesar de pequenos, seus mundos eram verdadeiros. Ali mesmo vivenciavam grandes aventuras. O futebol na calçada, o esconde-esconde, o pega-pega, a caça ao tesouro. Vez por outra, se beliscavam, gritavam “maiê, olha ele!” e resolviam seus pequenos dilemas da infância.
As brincadeiras seguiam a leveza de suas idades, as nuanças da imaginação...
Não lhes outorgávamos uma posição maior, nem menor. Eram crianças na medida exata da palavra, livres de grandes responsabilidades e sujeitas a autoridade dos pais.
Havia tempo para conversar com elas e lhes contar histórias e outras coisas, mas no diálogo filho sabia que era filho, pai sabia que era pai.
Nada de inversões, relativismos, nem cobranças descabidas. Respeitavam-se as experiências e as idades, cada acontecimento a seu tempo.
Hoje se esqueceu da simplicidade das coisas.
Está tudo muito confuso. Antes o armário era apenas um móvel na casa. Lembro de uma vez que meu irmão trancou um coleguinha dele dentro do guarda-roupa e perdeu a chave. Minha mãe ficou desesperada. Já prestes a arrombar a porta, finalmente conseguiu libertar o garotinho.
Agora estar dentro ou fora do armário tem outra conotação. Nada mais é óbvio, homem não é homem, nem menino é menino... Prevalece a máxima: ninguém é de ninguém.
Fala-se na preservação dos mares, rios, ares, mas não há quem levante a bandeira da preservação da alma infantil, da inocência própria dos pequenos.
Não há regras, nem moderados. O que me lembra um poeminha que escrevi ainda na infância:
“Se um dia eu encontrar uma laranja em um pé de coco
Não me assustarei nenhum um pouco
Pois o mundo está louco”...
Se antes eu encarava a loucura do mundo com a espontaneidade de uma criança, atualmente estou assustada.
Dia após dia, chega até nós as mais escabrosas histórias que revelam um ser humano evoluído, em termos tecnológicos, mas cada vez mais distante de alcançar o propósito para o qual foi criado.
Tantos casos de pornografia infantil, revenge porn (vingança pornô)... Os androides se tornaram armas apontadas e fazem vítimas a todo instante.
O Big Brother é a herança do povo e há uma procura grande por aplicativos como o Lulu (aquele em que as mulheres dão notas aos homens de suas redes sociais).
As orgias deixam as caladas da noite e aparecem a qualquer hora do dia nas telas dos computadores e nos celulares mais variados...
As crianças estão lá. E os pais, onde estão?
Crianças precisam de proteção e é nosso papel defendê-las. Omitir-se é uma forma de agressão. O que seu filho anda vendo na TV, por quais sites ele navega, o que carrega na mochila, quem são suas companhias, sobre o que conversa?
Quando se trata de criança, tais medidas não são invasão de privacidade, pelo contrário, é preservação, zelo, amor.
Fechar a porta da casa e escancarar a janela para o mundo (sem qualquer tela de proteção) é uma incoerência.
Imponha limites, converse, dedique tempo, ensine valores, lute por seus pequenos hoje! Amanhã pode ser tarde demais.
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