Aquele dia, aquele mar, aquele vento, aquela chuva, aquelas palavras... De vez em quando me vêm à mente, fazendo ressurgir o dia de meu noivado.
Foi um dia especial, posteriormente confirmado na igreja, diante de nossos irmãos, amigos e familiares...
Agora conto os dias para o “grande dia”, quando prometeremos um ao outro amor sincero até que a morte nos separe. Uma doce euforia toma conta de mim e uma gostosa expectativa me anima...
Acredito que nunca vou esquecer a beleza, a poesia deste momento...
O mês de maio é conhecido como mês das noivas... O que me inspira a escrever um pouco sobre essas coisas de casamento, noivado e amor...
Toda mulher (ou quase todas) sonha com o “quer casar comigo?”... Muitas, nessa ânsia de encontrar o grande amor, acabam tomando decisões precipitadas, seguindo caminhos tortuosos, que só levam a solidão, mesmo quando acompanhadas. Não quero dar uma de experiente (afinal, nem sou mesmo), apenas alertar aquelas que se arriscam em aventuras “para ver no que que dá” e acabam machucadas, com coração e alma feridos.
Saber esperar e estar preparada para quando o momento chegar é essencial para quem quer viver um relacionamento feliz e saudável. O tempo de espera, se bem aproveitado, é tempo de aperfeiçoamento, amadurecimento e fortalecimento.
Não estou estimulando ninguém a ser passiva e indiferente... Sei que o príncipe não bate na porta e diz logo a que veio, montado em seu cavalo branco...
É preciso estar acordada e atenta para perceber a pessoa certa, o momento certo.
Quando penso sobre isso, lembro de uma música da Aline Barros, que eu gostava de escutar quando era adolescente:
Guarda o caminho do teu coração!
E espera o tempo certo pro amor!
[...]
Guarda o caminho do meu coração
Espero o cara certo pra mim.
Para mim, guardar o caminho do coração é entregá-lo para Deus e deixar que Ele o envolva e o molde. É não se envolver com a mentira e a impureza. É seguir as veredas de Deus e não pegar nenhum atalho.
A Bíblia diz que “o coração do homem é enganoso”... Diante disso, é necessário cautela e discernimento, antes de ouvir o que dizem nossas emoções...
Mas como saber quem é a pessoa certa? Essa resposta cada um saberá quando aprender a se desvencilhar das pessoas erradas. E para isso é necessário se ver livre de uma prática (muito comum às mulheres): querer se enganar.
Guarde e espere. Desperte e esteja atento. Deus tem o melhor pra você!
Amanhã, continuamos nesse clima de maio: celebrando o amor e refletindo sobre a verdade.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Em construção
Nunca pensei que construir fosse tão complicado!
Quando a gente pensa que a obra vai ficar pronta em uma semana, demora dias, meses... Todo dia é uma coisa para resolver... A porta que precisa ser trocada, a pintura por fazer, os pedreiros que faltam, o cano que quebra... Sem falar na bagunça, no quebra-quebra, na poeira... Cansa só de pensar, mas devo confessar também o quanto é prazeroso...
Você fica imaginando quando o “lar doce lar” ficar pronto, cada cantinho servindo a um fim proveitoso, as conversas da sala, o sono tranqüilo na cama macia, o cheiro gostoso saindo daquela cozinha e outras coisitas mais...
Também em nossas vidas estamos em construção. E a confusão também é muita... Toma conta de nossos pensamentos, atitudes e gestos. Somos um caos ambulante que não sabe se algum dia se organizará.
Idéias confusas, sentimentos instáveis. A alegria vem e não fica, vai e não volta...
Precisamos mudar. Levantar cedo, colocar todas as coisas no centro da sala e começar a separar o que serve e o que nos inutiliza. E então jogar no lixo o que não presta e reciclar tudo de bom que, por algum motivo, não estava funcionando até agora.
Parece fácil pra você que está de fora... Mas é uma longa caminhada.
Sei que não conseguiremos sozinhos. S e nossas bagunças falassem talvez clamariam por socorro, suplicariam que ao menos remendassem suas rachaduras, mas, pensando bem, isso não seria suficiente.
Na verdade, precisamos de tudo novo, dos tapetes ao telhado, tudo limpo e organizado.
Comecemos tirando o cheiro do passado com suas lembranças tristes e o ar sempre carregado.
A nova morada tem que ter uma janela com luz, um banho quente, umas toalhas limpinhas e uma cama macia.
E então nos comprometeremos a não deixarmos mais nada fora de lugar. Será?
Toda obra traz em si alguns transtornos. As coisas não acontecem exatamente como projetamos. Tem sempre um vidro (novinho!) que quebra, uma porta que não encaixa, um cano que vasa. ... Soluções?
Precisamos entender que não existe varinha mágica! Toda mudança traz em si essas coisas de construção.
Deus meu, ajuda-me! Sou pó e, como pó, preciso de meu Construtor ... Às vezes me esqueço de minha condição e julgo ser alguma coisa... Tento erguer-me sozinha e me desmorono por completo. Como podem pedras, tijolos e cimento levantarem-se sozinhos e se tornarem casas? Antes, é necessário um arquiteto, um engenheiro, um pedreiro, um plano, um projeto. Caso contrário, vem ao chão.
Vem, Pai querido! Perdoa-me pela minha vaidade e prepotência! Sou pó, sei que sou pó. Quando tenho a Tua presença, passo a ser algo mais, passo a ser templo do teu Santo Espírito. Vaso de barro que guarda o mais precioso Tesouro. Usa-me, Senhor!
Quando a gente pensa que a obra vai ficar pronta em uma semana, demora dias, meses... Todo dia é uma coisa para resolver... A porta que precisa ser trocada, a pintura por fazer, os pedreiros que faltam, o cano que quebra... Sem falar na bagunça, no quebra-quebra, na poeira... Cansa só de pensar, mas devo confessar também o quanto é prazeroso...
Você fica imaginando quando o “lar doce lar” ficar pronto, cada cantinho servindo a um fim proveitoso, as conversas da sala, o sono tranqüilo na cama macia, o cheiro gostoso saindo daquela cozinha e outras coisitas mais...
Também em nossas vidas estamos em construção. E a confusão também é muita... Toma conta de nossos pensamentos, atitudes e gestos. Somos um caos ambulante que não sabe se algum dia se organizará.
Idéias confusas, sentimentos instáveis. A alegria vem e não fica, vai e não volta...
Precisamos mudar. Levantar cedo, colocar todas as coisas no centro da sala e começar a separar o que serve e o que nos inutiliza. E então jogar no lixo o que não presta e reciclar tudo de bom que, por algum motivo, não estava funcionando até agora.
Parece fácil pra você que está de fora... Mas é uma longa caminhada.
Sei que não conseguiremos sozinhos. S e nossas bagunças falassem talvez clamariam por socorro, suplicariam que ao menos remendassem suas rachaduras, mas, pensando bem, isso não seria suficiente.
Na verdade, precisamos de tudo novo, dos tapetes ao telhado, tudo limpo e organizado.
Comecemos tirando o cheiro do passado com suas lembranças tristes e o ar sempre carregado.
A nova morada tem que ter uma janela com luz, um banho quente, umas toalhas limpinhas e uma cama macia.
E então nos comprometeremos a não deixarmos mais nada fora de lugar. Será?
Toda obra traz em si alguns transtornos. As coisas não acontecem exatamente como projetamos. Tem sempre um vidro (novinho!) que quebra, uma porta que não encaixa, um cano que vasa. ... Soluções?
Precisamos entender que não existe varinha mágica! Toda mudança traz em si essas coisas de construção.
Deus meu, ajuda-me! Sou pó e, como pó, preciso de meu Construtor ... Às vezes me esqueço de minha condição e julgo ser alguma coisa... Tento erguer-me sozinha e me desmorono por completo. Como podem pedras, tijolos e cimento levantarem-se sozinhos e se tornarem casas? Antes, é necessário um arquiteto, um engenheiro, um pedreiro, um plano, um projeto. Caso contrário, vem ao chão.
Vem, Pai querido! Perdoa-me pela minha vaidade e prepotência! Sou pó, sei que sou pó. Quando tenho a Tua presença, passo a ser algo mais, passo a ser templo do teu Santo Espírito. Vaso de barro que guarda o mais precioso Tesouro. Usa-me, Senhor!
domingo, 8 de maio de 2011
A cara da mãe
Sempre me disseram que eu era a cara de minha mãe. Na verdade, não só o aspecto físico, mas também o jeito. Acho que por isso minha mãe, ainda quando eu era bem criança, preocupou-se em me estimular a andar de bicicleta e a nadar, pois ela tinha uma leve frustração por não ter aprendido.
Nossas mães querem sempre o melhor para nós. Dedicam-se para que sejamos melhores, mais capazes... Mas o engraçado é que nunca acham que sobreviveremos sozinhos... Isso acontece por serem protetoras legítimas...
O amor delas é tão grande que é uma referência para entender o amor de Deus... Amam incondicional e plenamente... Como dizem “uma mãe é para mil filhos, mas mil filhos não são para uma mãe”.
Ser mãe hoje, quando as vozes do mundo despertam tanto interesse, é um desafio. Mas, graças a Deus, que elas não abandonam a batalha, lutam por seus filhos e acreditam na vitória (mesmo quando todos estão convictos de que não tem mais solução)... E levam sempre a bandeira do amor...
“O amor tudo suporta”.
“O amor jamais acaba”.
Filhos, deixo com vocês esse texto de provérbios:
“Filho meu, [...] não abandones a instrução de tua mãe.” (Provérbios 1.8)
Só quem muito ama é capaz de educar corretamente, alertando para os perigos, dizendo não quando preciso, mesmo que corra o risco de decepcionar, de não ser querido por quem mais quer bem...
Mas qual é mesmo a cara da mãe? Brincamos (o Thiago que começou essa história) que minha mãe fica com cara de apaixonada quando olha para meu irmão... Seus olhos piscam, seu pescoço tende ligeiramente para o lado e aparece um singelo sorriso... rsrsrs
Acho que, na verdade, esta é fisionomia de todas as mães, ainda que tragam marcas do esforço de anos, de tanta dedicação e preocupação...
Mãe, agradeço a Deus por sua vida! Deus a abençoe sempre!
Nossas mães querem sempre o melhor para nós. Dedicam-se para que sejamos melhores, mais capazes... Mas o engraçado é que nunca acham que sobreviveremos sozinhos... Isso acontece por serem protetoras legítimas...
O amor delas é tão grande que é uma referência para entender o amor de Deus... Amam incondicional e plenamente... Como dizem “uma mãe é para mil filhos, mas mil filhos não são para uma mãe”.
Ser mãe hoje, quando as vozes do mundo despertam tanto interesse, é um desafio. Mas, graças a Deus, que elas não abandonam a batalha, lutam por seus filhos e acreditam na vitória (mesmo quando todos estão convictos de que não tem mais solução)... E levam sempre a bandeira do amor...
“O amor tudo suporta”.
“O amor jamais acaba”.
Filhos, deixo com vocês esse texto de provérbios:
“Filho meu, [...] não abandones a instrução de tua mãe.” (Provérbios 1.8)
Só quem muito ama é capaz de educar corretamente, alertando para os perigos, dizendo não quando preciso, mesmo que corra o risco de decepcionar, de não ser querido por quem mais quer bem...
Mas qual é mesmo a cara da mãe? Brincamos (o Thiago que começou essa história) que minha mãe fica com cara de apaixonada quando olha para meu irmão... Seus olhos piscam, seu pescoço tende ligeiramente para o lado e aparece um singelo sorriso... rsrsrs
Acho que, na verdade, esta é fisionomia de todas as mães, ainda que tragam marcas do esforço de anos, de tanta dedicação e preocupação...
Mãe, agradeço a Deus por sua vida! Deus a abençoe sempre!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Você é rico?
Certa vez, quando eu era apenas criança, minhas amigas me perguntaram: você é rica? Respondi um sonoro NÃO. Inconformadas, elas replicaram: você é rica sim!
A cidade em que vivia à época era bem carente. Poucas eram as casas que possuíam banheiro, poucas as pessoas que possuíam um veículo, por isso, acredito, elas estavam tão convictas de minha riqueza.
Para resolver a questão, procurei o meu pai, fazendo-lhe a pergunta que não queria calar: papai, sou rica? Gostaria muito que ele dissesse que não, afinal eu queria ser como uma menina normal, igual a todas as minhas amigas. Eu aguardava ansiosa até ele responder:
- Somos da classe média. Não somos ricos.
Eu não entendia direito o que significava ser da classe média, mas essa passou a ser minha resposta. Minhas amigas, no entanto, continuavam convictas de minha fortuna. Então voltei ao meu pai, explicando-lhe a controvérsia e ele disse:
- Quando lhe disserem que você é rica, você confirma e completa: sou rica da graça de Deus.
Desde então, essa tem sido a minha resposta.
Deus nos dá de sua graça abundantemente. Ainda quando éramos miseráveis pecadores, separados de Deus, ele nos olhou com misericórdia e enviou seu filho, salvando-nos gratuitamente e nos reconciliando com Ele. Em Jo 3:16 somos informados dessa gloriosa verdade: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Verdadeiramente, a salvação é um presente de Deus para nós, não precisamos comprá-la e nem poderíamos, pois não é bem que se comercialize, antes é dom de Deus, como declara Paulo em sua carta aos Efésios (2:8): Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Quem aceita a Jesus como seu Senhor e salvador passa a usufruir das riquezas que Deus oferece aos seus filhos. Ser rico da graça de Deus é desfrutar de seu amor, de sua amizade, de sua bondade e companhia.
Quando nos identificamos com Deus e nos tornamos seus amigos, somos presenteados com seu próprio Espírito, um Espírito Santo e poderoso que nos consola e nos capacita a todo o momento e então passamos a frutificar: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
O tesouro que Deus nos oferece traça nem ferrugem corrói, ladrões não escavam, nem roubam, é um tesouro eterno e mais valioso que todas as riquezas da terra. Portanto, meu irmão, tome posse de sua herança! Você é rico da graça de Deus!
Que nossos corações, mentes e força estejam concentrados em sermos ricos para com Deus, pois essa é a riqueza que, realmente, importa!
E aí, você é rico?
A cidade em que vivia à época era bem carente. Poucas eram as casas que possuíam banheiro, poucas as pessoas que possuíam um veículo, por isso, acredito, elas estavam tão convictas de minha riqueza.
Para resolver a questão, procurei o meu pai, fazendo-lhe a pergunta que não queria calar: papai, sou rica? Gostaria muito que ele dissesse que não, afinal eu queria ser como uma menina normal, igual a todas as minhas amigas. Eu aguardava ansiosa até ele responder:
- Somos da classe média. Não somos ricos.
Eu não entendia direito o que significava ser da classe média, mas essa passou a ser minha resposta. Minhas amigas, no entanto, continuavam convictas de minha fortuna. Então voltei ao meu pai, explicando-lhe a controvérsia e ele disse:
- Quando lhe disserem que você é rica, você confirma e completa: sou rica da graça de Deus.
Desde então, essa tem sido a minha resposta.
Deus nos dá de sua graça abundantemente. Ainda quando éramos miseráveis pecadores, separados de Deus, ele nos olhou com misericórdia e enviou seu filho, salvando-nos gratuitamente e nos reconciliando com Ele. Em Jo 3:16 somos informados dessa gloriosa verdade: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Verdadeiramente, a salvação é um presente de Deus para nós, não precisamos comprá-la e nem poderíamos, pois não é bem que se comercialize, antes é dom de Deus, como declara Paulo em sua carta aos Efésios (2:8): Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Quem aceita a Jesus como seu Senhor e salvador passa a usufruir das riquezas que Deus oferece aos seus filhos. Ser rico da graça de Deus é desfrutar de seu amor, de sua amizade, de sua bondade e companhia.
Quando nos identificamos com Deus e nos tornamos seus amigos, somos presenteados com seu próprio Espírito, um Espírito Santo e poderoso que nos consola e nos capacita a todo o momento e então passamos a frutificar: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
O tesouro que Deus nos oferece traça nem ferrugem corrói, ladrões não escavam, nem roubam, é um tesouro eterno e mais valioso que todas as riquezas da terra. Portanto, meu irmão, tome posse de sua herança! Você é rico da graça de Deus!
Que nossos corações, mentes e força estejam concentrados em sermos ricos para com Deus, pois essa é a riqueza que, realmente, importa!
E aí, você é rico?
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Feche os olhos!
De vez em quando ainda me pego pensando como pensam os incrédulos... Com um gosto de passado, passagem e fim... Como se amanhã não fosse um novo dia, cheio de expectativas e planos... Como se nada mais pudesse ser feito, como se o futuro não existisse e nada mais tivesse sentido ou valor...
E então passo a olhar para trás, como se tivesse ficado lá tudo o que realmente importava e como se não houvesse mais chance de se ser feliz...
Às vezes levanto um cego otimista e um pessimista ávido por descobrir novas imotivações... Penso como um homem que olha o sangue em suas pernas e acredita que nunca mais poderá andar... Penso como o faminto que, vendo comida à sua frente, acredita que só aquilo importa para viver... E quando se depara novamente com o prato vazio, desespera-se e morre.
Penso com os olhos... O que vejo, o que está escancarado em minha porta é o que me faz viver ou deixar de viver...
E, então, Deus, em sua muita misericórdia, mostra-me o que verdadeiramente importa...
“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas ”. – 2 Co 4. 17-18
“Felizes os que não viram e creram”- Jo 20.29
Levanto-me e sigo em frente... Há muitas coisas invisíveis que me fazem viver... Não importa o tamanho da muralha que está a minha frente, não importa se tudo o que vejo é sangue... Fecho os olhos.... As coisas que não se vêem é que são eternas...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Borboletas negras
Ontem à noite passei um bom tempo lutando com uma borboleta. Era uma daquelas grandes e pretas, que parecem meio cegas, e surgiu em meu quarto sem intenção de ir embora.
Fico tensa toda vez que vejo aquela enorme e escura mancha atabalhoada, cruzando o meu caminho. Ela me inflige um medo quase infantil... Fico pensando “e, se ao passar por perto, ela voar para cima de mim”... Tudo o que quero é mantê-la o mais distante possível.
E, mesmo quando ela, finalmente, resolveu pousar tranqüila, a intranqüilidade não fugiu de meu rosto. O fato de saber que ela estava ali, ainda que escondida, já me causava insegurança.
Fui dormir e ela continuava em meu quarto, marcando território...
Talvez ficasse mais sossegada se o ser de meu espanto fosse assassinado...
Como se todo o mal deixasse de existir com a sua morte... Como se ela não fosse uma simples criatura, vivendo como as de sua espécie...
Mas quem não tem medo de borboletas pretas?
Ontem mesmo o mundo ocidental festejava a morte de uma delas. Os meios de comunicação davam conta de multidões felizes, festejando o fim daquele a quem associavam seus piores pesadelos.
Como eu com minha borboleta, aquelas pessoas acreditavam que, finalmente, o bem vencia o mal.
Mas quem é do bem? Quem é do mal? Ou melhor, o que é bom? O que é mau?
Para mim, o assassinato covarde de milhares de pessoas (como aconteceu no 11 de setembro) é um ato crudelíssimo, porém o só regozijar-se com a morte de alguém (ainda que de seu algoz) em si já é um ato cruel.
Como se aquele homem fosse o mal de todo o mundo. Como se a partir de hoje, tudo passasse a ser diferente... E não restasse um resquício de terrorismo, violência, desamor...
A Bíblia nos alerta (em Ef.6.12) que “nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão”.
Por isso, se queremos, realmente, um mundo diferente, devemos sim matar o mal que existe em nós: o pecado. Para isso, só há um meio: através de Jesus Cristo.
Enquanto não nos entregarmos a Ele, pedindo que governe nossas mentes e corações, não desfrutaremos de uma paz verdadeira. Só Jesus tem poder para tirar o medo e a insegurança de nossos corações, pois Ele é o Príncipe da paz.
Finalizo (outra vez) com a frase de C. S. Lewis (que minha amiga Jasmina citou em outro post): "O perdão vai além da justiça humana; é perdoar aquelas coisas que absolutamente não podem ser perdoadas."
Ah... Quanto à minha borboleta, pela manhã encontrei-a atrás da cortina, debatendo-se na janela. Com certo esforço, abri a vidraça, e ela sumiu, voando para a liberdade.
Fico tensa toda vez que vejo aquela enorme e escura mancha atabalhoada, cruzando o meu caminho. Ela me inflige um medo quase infantil... Fico pensando “e, se ao passar por perto, ela voar para cima de mim”... Tudo o que quero é mantê-la o mais distante possível.
E, mesmo quando ela, finalmente, resolveu pousar tranqüila, a intranqüilidade não fugiu de meu rosto. O fato de saber que ela estava ali, ainda que escondida, já me causava insegurança.
Fui dormir e ela continuava em meu quarto, marcando território...
Talvez ficasse mais sossegada se o ser de meu espanto fosse assassinado...
Como se todo o mal deixasse de existir com a sua morte... Como se ela não fosse uma simples criatura, vivendo como as de sua espécie...
Mas quem não tem medo de borboletas pretas?
Ontem mesmo o mundo ocidental festejava a morte de uma delas. Os meios de comunicação davam conta de multidões felizes, festejando o fim daquele a quem associavam seus piores pesadelos.
Como eu com minha borboleta, aquelas pessoas acreditavam que, finalmente, o bem vencia o mal.
Mas quem é do bem? Quem é do mal? Ou melhor, o que é bom? O que é mau?
Para mim, o assassinato covarde de milhares de pessoas (como aconteceu no 11 de setembro) é um ato crudelíssimo, porém o só regozijar-se com a morte de alguém (ainda que de seu algoz) em si já é um ato cruel.
Como se aquele homem fosse o mal de todo o mundo. Como se a partir de hoje, tudo passasse a ser diferente... E não restasse um resquício de terrorismo, violência, desamor...
A Bíblia nos alerta (em Ef.6.12) que “nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão”.
Por isso, se queremos, realmente, um mundo diferente, devemos sim matar o mal que existe em nós: o pecado. Para isso, só há um meio: através de Jesus Cristo.
Enquanto não nos entregarmos a Ele, pedindo que governe nossas mentes e corações, não desfrutaremos de uma paz verdadeira. Só Jesus tem poder para tirar o medo e a insegurança de nossos corações, pois Ele é o Príncipe da paz.
Finalizo (outra vez) com a frase de C. S. Lewis (que minha amiga Jasmina citou em outro post): "O perdão vai além da justiça humana; é perdoar aquelas coisas que absolutamente não podem ser perdoadas."
Ah... Quanto à minha borboleta, pela manhã encontrei-a atrás da cortina, debatendo-se na janela. Com certo esforço, abri a vidraça, e ela sumiu, voando para a liberdade.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Você não está só!
Hoje quero prestar uma singela homenagem a uma querida amiga, que Deus usou para gerar inspiração e me estimular na construção desse blog.
Ela tem passado por alguns momentos difíceis, enfrentado dias em que as lágrimas são suas principais companhias.
Certo dia, recebi uma mensagem em que ela dizia: preciso de uma palavra de conforto! Essas palavras me despertaram: quantas pessoas estão passando pelo vale da sombra da morte, precisando de uma palavra de conforto e tudo o que ouvem é ódio e indiferença!
Eu também! Quantas vezes passei pelo deserto e não tive uma expressão amiga, um abraço quente, um sorriso sincero... E quantas vezes eu deixei de fazer isso pelos outros...
Quando eu era adolescente, morei em um sítio. A casa tinha um forro com um espaço bem grande que logo foi adaptado e se tornou um escritório. Era lá que eu estudava quando estava no Ensino Fundamental.
O lugar era meio isolado (e silencioso), pois ficava no segundo piso e a escada de acesso era do lado de fora da casa.
Às vezes, eu acordava cedo, com o sol ainda por nascer, subia aquelas escadas, sentava-me na escrivaninha para enfrentar um de meus grandes problemas da adolescência: a matemática.
Lembro-me que ali, quando me sentia sozinha, me confortava imaginar que muitos, ao redor de todo o mundo, assim como eu, estavam acordados em uma maratona de estudo. Eu não estou só nessa, pensava.
Com o tempo, os problemas matemáticos se tornaram maiores e eu necessitei de mais do que imaginar pessoas em outros lugares, enfrentando a mesma dificuldade... Precisava, agora, de uma ajuda efetiva. Então eu e alguns amigos montamos um grupo de estudo. Como foi bom! Juntos, a matemática parecia menos assustadora e nós nos ajudávamos (eu, na verdade, ajudava menos do que era ajudada).
Hoje as dificuldades são outras, mas uma lição aprendi: não preciso estar sozinha.
Jesus nos prometeu que estaria conosco para sempre. Ele não nos deixa sozinhos, basta irmos até Ele (que estará de braços abertos) e sermos sensíveis a sua presença.
Talvez você diga "meu problema é muito maior do que uma dificuldade com matemática"... Mas saiba que qualquer que seja o tamanho de seu sofrimento, Deus é muito maior, pois Ele é o Rei do Universo.
Jesus diz, em sua Palavra (Mt.11.28), “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Como nosso melhor amigo, Ele nos escuta, nos ajuda e (mais) nos levanta! Precisamos anunciar essa mensagem maravilhosa!
Querida amiga, você não está só! Deus está ao seu lado e a ajudará a passar por esses dias de deserto!
Confie nEle e o mais Ele fará!
Uma ótima semana para todos!
Ela tem passado por alguns momentos difíceis, enfrentado dias em que as lágrimas são suas principais companhias.
Certo dia, recebi uma mensagem em que ela dizia: preciso de uma palavra de conforto! Essas palavras me despertaram: quantas pessoas estão passando pelo vale da sombra da morte, precisando de uma palavra de conforto e tudo o que ouvem é ódio e indiferença!
Eu também! Quantas vezes passei pelo deserto e não tive uma expressão amiga, um abraço quente, um sorriso sincero... E quantas vezes eu deixei de fazer isso pelos outros...
Quando eu era adolescente, morei em um sítio. A casa tinha um forro com um espaço bem grande que logo foi adaptado e se tornou um escritório. Era lá que eu estudava quando estava no Ensino Fundamental.
O lugar era meio isolado (e silencioso), pois ficava no segundo piso e a escada de acesso era do lado de fora da casa.
Às vezes, eu acordava cedo, com o sol ainda por nascer, subia aquelas escadas, sentava-me na escrivaninha para enfrentar um de meus grandes problemas da adolescência: a matemática.
Lembro-me que ali, quando me sentia sozinha, me confortava imaginar que muitos, ao redor de todo o mundo, assim como eu, estavam acordados em uma maratona de estudo. Eu não estou só nessa, pensava.
Com o tempo, os problemas matemáticos se tornaram maiores e eu necessitei de mais do que imaginar pessoas em outros lugares, enfrentando a mesma dificuldade... Precisava, agora, de uma ajuda efetiva. Então eu e alguns amigos montamos um grupo de estudo. Como foi bom! Juntos, a matemática parecia menos assustadora e nós nos ajudávamos (eu, na verdade, ajudava menos do que era ajudada).
Hoje as dificuldades são outras, mas uma lição aprendi: não preciso estar sozinha.
Jesus nos prometeu que estaria conosco para sempre. Ele não nos deixa sozinhos, basta irmos até Ele (que estará de braços abertos) e sermos sensíveis a sua presença.
Talvez você diga "meu problema é muito maior do que uma dificuldade com matemática"... Mas saiba que qualquer que seja o tamanho de seu sofrimento, Deus é muito maior, pois Ele é o Rei do Universo.
Jesus diz, em sua Palavra (Mt.11.28), “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Como nosso melhor amigo, Ele nos escuta, nos ajuda e (mais) nos levanta! Precisamos anunciar essa mensagem maravilhosa!
Querida amiga, você não está só! Deus está ao seu lado e a ajudará a passar por esses dias de deserto!
Confie nEle e o mais Ele fará!
Uma ótima semana para todos!
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