Olá, queridos leitores. É com alegria que informo que o blog Palavras Pra Beber está de cara nova e em um novo endereço: www.palavrasprabeber.com.
Espero vocês por lá!
Deus os abençoe!
bjs
domingo, 11 de janeiro de 2015
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Mais família
Este ano nossa ceia de natal foi na fazenda. Bom demais reunir todo mundo, longe do movimento da cidade, sem celulares ou internet, concentrados no Dono da festa e disponíveis uns aos outros.
Cantamos músicas de louvor e tivemos a oportunidade de abrir o coração e compartilhar as bênçãos recebidas ao longo do ano.
Nosso primo Gustavo disse que as melhores espadas precisavam passar pelo fogo e pela bigorna até ficarem bem afiadas, da mesma forma que nós necessitamos passar por provas difíceis para nos tornar pessoas melhores e mais preparadas.
Meu irmão Andrey lembrou que devíamos olhar mais para o próximo e para Deus.
Mamãe falou sobre o aniversariante do dia: Jesus. Papai sobre a dependência de Deus.
Ainda outros depoimentos tocantes e sinceros aconteceram naquela noite. Dentre as bênçãos lembradas: filhos, vitória em concursos públicos, saúde, vida, casamento, faculdade...
Enfim, foi um momento emocionante, em que lágrimas misturaram-se a sorrisos. Pudemos ver surpresos“o quanto Deus já fez”.
Muitas foram as lutas, mas vencemos, porque Aquele que está em nós “é maior do que aquele que está no mundo”. 1 Jo 4.4
É nessa perspectiva que avançamos.
Espero que em 2015 possamos buscar aquilo que realmente importa, desvencilhando-nos de tudo que nos afaste desse propósito e, como Paulo, possamos dizer:
[...] esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. Fp 3:13-14
Que os dias sejam leves e os relacionamentos mais profundos. Que o perdão seja a principal escolha, ainda que a mais difícil. Que os encontros verdadeiros e o amor virem rotina.
Que sejamos menos egoístas, mais família, porque família é herança preciosa.
Que Deus seja o centro, o guia, o mestre e o Senhor de todos os dias de 2015. E que não fique por aí...
...
Algumas fotos...



Cantamos músicas de louvor e tivemos a oportunidade de abrir o coração e compartilhar as bênçãos recebidas ao longo do ano.
Nosso primo Gustavo disse que as melhores espadas precisavam passar pelo fogo e pela bigorna até ficarem bem afiadas, da mesma forma que nós necessitamos passar por provas difíceis para nos tornar pessoas melhores e mais preparadas.
Meu irmão Andrey lembrou que devíamos olhar mais para o próximo e para Deus.
Mamãe falou sobre o aniversariante do dia: Jesus. Papai sobre a dependência de Deus.
Ainda outros depoimentos tocantes e sinceros aconteceram naquela noite. Dentre as bênçãos lembradas: filhos, vitória em concursos públicos, saúde, vida, casamento, faculdade...
Enfim, foi um momento emocionante, em que lágrimas misturaram-se a sorrisos. Pudemos ver surpresos“o quanto Deus já fez”.
Muitas foram as lutas, mas vencemos, porque Aquele que está em nós “é maior do que aquele que está no mundo”. 1 Jo 4.4
É nessa perspectiva que avançamos.
Espero que em 2015 possamos buscar aquilo que realmente importa, desvencilhando-nos de tudo que nos afaste desse propósito e, como Paulo, possamos dizer:
[...] esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. Fp 3:13-14
Que os dias sejam leves e os relacionamentos mais profundos. Que o perdão seja a principal escolha, ainda que a mais difícil. Que os encontros verdadeiros e o amor virem rotina.
Que sejamos menos egoístas, mais família, porque família é herança preciosa.
Que Deus seja o centro, o guia, o mestre e o Senhor de todos os dias de 2015. E que não fique por aí...
...
Algumas fotos...



terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Quem quiser ser grande...
Ontem foi a sessão de fotos para o perfil do novo blog.
Em meio à correria das festas de fim de ano, dedicamos boa parte da tarde a essa missão, e eu (mais uma vez) descobri que não tenho a menor vocação pra modelo... rsrs
Fico tensa, desengonçada, o riso ou simpático demais ou de menos, enfim...
Quem vê as fotos da Gisele Bündchen em tantas campanhas publicitárias até pensa que posar para fotos é fácil, mas a verdade é que nem todo mundo tem essa capacidade de agir tão naturalmente diante das câmeras... Assim como nem todo mundo consegue desempenhar com facilidade aquilo que você, leitor do blog, faz tão bem.
Isso é bom, especialmente quando nos unimos, cada um fazendo o que sabe com maior desenvoltura, em prol do bem comum.
Foi para isso que Deus nos criou tão diferentes, como Paulo ensinou a igreja de Corinto:
“Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos.
A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum”. 1 Co 12:6-7
Infelizmente, na maioria das vezes, temos usado as habilidades que Deus nos dá para fins egoístas, para adquirir status, para ser o maior, para explorar quem está em situação de desvantagem....
Certa vez, entre os discípulos de Jesus, surgiu uma discussão sobre qual deles seria o maior. O Mestre respondeu:
"Os reis das nações dominam sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores. Mas, vocês não serão assim. Pelo contrário, o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve”. Lc 22:24-26
Nesse sentido, é que Martin Luther King afirma:
“Todas as pessoas podem ser grandes porque todas podem servir. Não é preciso ter um diploma universitário para servir. Não é preciso fazer concordar o sujeito e o verbo para servir. Basta um coração cheio de graça. Uma alma gerada pelo amor”.
Se não posso ser uma modelo e enfeitar as ruas da cidade com carisma e beleza, posso escrever, anunciando ao mundo mensagens vindas do coração de Deus. E você pode servir o seu vizinho com suas próprias habilidades...
Não deixe para depois, afinal "Hoje é sempre o dia certo, de fazer as coisas certas, de maneira certa. Amanhã será tarde." Martin Luther King.
Que Jesus encontre lugar para nascer em nossos corações hoje, amanhã e todos os dias de nossas vidas! Feliz Natal!
...
Graças a Deus por meu cunhado Thiago Bonfim (da Foto Hollywood) que teve paciência comigo e tirou muitas fotos, aumentando a probabilidade de uma dar certo (rsrs). Agradeço também por Gabi Smith, minha concunhada, que além de fazer uma maquiagem linda, deu-me várias dicas de pose diante das câmaras (não podia ter melhor assessora já que ela sempre sai bem). Olha aí a foto dos bastidores...
Em meio à correria das festas de fim de ano, dedicamos boa parte da tarde a essa missão, e eu (mais uma vez) descobri que não tenho a menor vocação pra modelo... rsrs
Fico tensa, desengonçada, o riso ou simpático demais ou de menos, enfim...
Quem vê as fotos da Gisele Bündchen em tantas campanhas publicitárias até pensa que posar para fotos é fácil, mas a verdade é que nem todo mundo tem essa capacidade de agir tão naturalmente diante das câmeras... Assim como nem todo mundo consegue desempenhar com facilidade aquilo que você, leitor do blog, faz tão bem.
Isso é bom, especialmente quando nos unimos, cada um fazendo o que sabe com maior desenvoltura, em prol do bem comum.
Foi para isso que Deus nos criou tão diferentes, como Paulo ensinou a igreja de Corinto:
“Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos.
A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum”. 1 Co 12:6-7
Infelizmente, na maioria das vezes, temos usado as habilidades que Deus nos dá para fins egoístas, para adquirir status, para ser o maior, para explorar quem está em situação de desvantagem....
Certa vez, entre os discípulos de Jesus, surgiu uma discussão sobre qual deles seria o maior. O Mestre respondeu:
"Os reis das nações dominam sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores. Mas, vocês não serão assim. Pelo contrário, o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve”. Lc 22:24-26
Nesse sentido, é que Martin Luther King afirma:
“Todas as pessoas podem ser grandes porque todas podem servir. Não é preciso ter um diploma universitário para servir. Não é preciso fazer concordar o sujeito e o verbo para servir. Basta um coração cheio de graça. Uma alma gerada pelo amor”.
Se não posso ser uma modelo e enfeitar as ruas da cidade com carisma e beleza, posso escrever, anunciando ao mundo mensagens vindas do coração de Deus. E você pode servir o seu vizinho com suas próprias habilidades...
Não deixe para depois, afinal "Hoje é sempre o dia certo, de fazer as coisas certas, de maneira certa. Amanhã será tarde." Martin Luther King.
Que Jesus encontre lugar para nascer em nossos corações hoje, amanhã e todos os dias de nossas vidas! Feliz Natal!
...
Graças a Deus por meu cunhado Thiago Bonfim (da Foto Hollywood) que teve paciência comigo e tirou muitas fotos, aumentando a probabilidade de uma dar certo (rsrs). Agradeço também por Gabi Smith, minha concunhada, que além de fazer uma maquiagem linda, deu-me várias dicas de pose diante das câmaras (não podia ter melhor assessora já que ela sempre sai bem). Olha aí a foto dos bastidores...
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Ano novo, blog novo
O ano vai acabando e nós vamos encontrando maneiras de nos renovar.
Neste fim de ano minha mudança é dedicada a vocês: caros leitores do blog.
Depois de um pouco mais de três anos e meio neste espaço, agora vamos dar mais um passo. Estamos adquirindo um domínio na internet e, com a ajuda de alguns profissionais, cuidando de cada detalhe para tornar nossa convivência aqui ainda mais agradável.
É o mínimo que posso fazer em retribuição a pessoas como vocês que, dentre tantas casas na internet, escolhem passar por aqui e me fazer uma visita, permanecendo alguns minutos comigo, lendo minhas histórias...
É também (e principalmente) uma forma de agradecer a Deus, que tem me inspirado, amado, sustentado.
Como já sabem, a ideia do blog nasceu depois que recebi uma mensagem de celular enviada por uma amiga que estava aflita: preciso de uma palavra de consolo!
O que eu mesma não sabia era que levando refresco às pessoas eu sairia muito mais compensada.
Ao longo desses anos vocês foram amigos com quem pude compartilhar momentos felizes e tristes. Minha terapia nos dias de luto solitários, vagando por tantos lugares pelo Brasil.
Sempre que me passava pela cabeça parar de escrever aqui, alguém surgia com uma palavra de incentivo, de força.
Um dia desses, uma irmã surgiu com essa: que blog famoso que nada, o blog que sigo é o “Palavras pra Beber”... rsrs
Não digo isso com orgulho, mas com gratidão. Porque só Deus para trazer palavras que realmente valham a pena, que matem a sede e a fome; só vocês para me ajudar a seguir, apesar de minhas ansiedades e limitações.
Não vou estragar a surpresa. Logo, logo, se Deus permitir, mostro tudo pra vocês!
Beijos!
Neste fim de ano minha mudança é dedicada a vocês: caros leitores do blog.
Depois de um pouco mais de três anos e meio neste espaço, agora vamos dar mais um passo. Estamos adquirindo um domínio na internet e, com a ajuda de alguns profissionais, cuidando de cada detalhe para tornar nossa convivência aqui ainda mais agradável.
É o mínimo que posso fazer em retribuição a pessoas como vocês que, dentre tantas casas na internet, escolhem passar por aqui e me fazer uma visita, permanecendo alguns minutos comigo, lendo minhas histórias...
É também (e principalmente) uma forma de agradecer a Deus, que tem me inspirado, amado, sustentado.
Como já sabem, a ideia do blog nasceu depois que recebi uma mensagem de celular enviada por uma amiga que estava aflita: preciso de uma palavra de consolo!
O que eu mesma não sabia era que levando refresco às pessoas eu sairia muito mais compensada.
Ao longo desses anos vocês foram amigos com quem pude compartilhar momentos felizes e tristes. Minha terapia nos dias de luto solitários, vagando por tantos lugares pelo Brasil.
Sempre que me passava pela cabeça parar de escrever aqui, alguém surgia com uma palavra de incentivo, de força.
Um dia desses, uma irmã surgiu com essa: que blog famoso que nada, o blog que sigo é o “Palavras pra Beber”... rsrs
Não digo isso com orgulho, mas com gratidão. Porque só Deus para trazer palavras que realmente valham a pena, que matem a sede e a fome; só vocês para me ajudar a seguir, apesar de minhas ansiedades e limitações.
Não vou estragar a surpresa. Logo, logo, se Deus permitir, mostro tudo pra vocês!
Beijos!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Anjos em casa
Gosto de pensar. Penso sobre os mais variados assuntos, o tempo todo, às vezes chega a cansar.
Pra descansar, claro, penso de novo, mas dessa vez sobre temas mais leves, descontraídos, bobos até.
Em um desses momentos de descontração, fiquei relembrando todas as pessoas que hospedamos aqui em casa ao longo do ano de 2014: 30 ao todo, sem contar as figurinhas repetidas e as visitas rápidas. Ah... também não contei o grupo que chega logo mais à noite.
É um número significativo, mas reconheço que tenho muito a aprender na arte de receber. Gosto de hospedar pessoas, servi-las, presenteá-las, conversar com elas. Isso já é um começo. Por outro lado, sou meio desajeitada nos afazeres do lar e me arrisco pouco na cozinha quando tenho visitas. Sinto-me insegura ao cozinhar. Prefiro encomendar algo de fora e, normalmente, faço só um cuscuzinho com queijo , sanduíches, que sirvo com alguns itens do supermercado ou da padaria... Mas um dia chego lá.
Devo seguir o conselho do livro de Paulo aos Romanos (12:13): pratiquem a hospitalidade. Primeiro em obediência aos preceitos divinos, depois porque a prática é que traz o aperfeiçoamento.
Tem outra coisa. A Bíblia diz (em Hebreus 13.2) para recebermos bem aqueles que vêm à nossas casas pois "alguns que foram hospitaleiros receberam anjos, sem saber".
Não sei quantos anjos já hospedei, sei que quanto mais hóspedes, maior a probabilidade de acolher algum.
Devo fugir dos perigos do individualismo do presente século. O tempo parece cada vez mais apressado e nós cada vez mais sobrecarregados e exigentes.
Normalmente, no fim do dia, estamos esgotados e mais uma vez voltados para nós mesmos. Não é bom que sejamos assim.
A hospitalidade é um exercício que requer dedicação, mas proporciona os momentos mais agradáveis. Permite-nos servir ao próximo com o que temos de mais significativo. Que fique claro que não estou me restringindo a coisas materiais.
Aqui em casa, gostamos de sentar ao redor do piano, tomando um cappuccino, ouvindo e entoando belas canções com nossos convidados.
Lívio não é músico profissional, muito menos eu cantora, mas nos enche de entusiasmo cantar com quem nos visita. É uma maneira simples de dizer que estamos alegres e adorar a Deus, que nos proporciona momentos especiais.
Em cada casa, há algo especial a compartilhar.
Hoje pela manhã mais um de nossos hóspedes foi embora. Assim como os demais que por aqui passaram, sua marca única ficará em cada canto - sobre o que conversamos, qual foi seu canto preferido, se gosta de fruta, se prefere sanduíche...
Porque, no fim das contas, ao receber alguém, a gente ganha mais do que entrega.
Imagine se forem anjos...
Pra descansar, claro, penso de novo, mas dessa vez sobre temas mais leves, descontraídos, bobos até.
Em um desses momentos de descontração, fiquei relembrando todas as pessoas que hospedamos aqui em casa ao longo do ano de 2014: 30 ao todo, sem contar as figurinhas repetidas e as visitas rápidas. Ah... também não contei o grupo que chega logo mais à noite.
É um número significativo, mas reconheço que tenho muito a aprender na arte de receber. Gosto de hospedar pessoas, servi-las, presenteá-las, conversar com elas. Isso já é um começo. Por outro lado, sou meio desajeitada nos afazeres do lar e me arrisco pouco na cozinha quando tenho visitas. Sinto-me insegura ao cozinhar. Prefiro encomendar algo de fora e, normalmente, faço só um cuscuzinho com queijo , sanduíches, que sirvo com alguns itens do supermercado ou da padaria... Mas um dia chego lá.
Devo seguir o conselho do livro de Paulo aos Romanos (12:13): pratiquem a hospitalidade. Primeiro em obediência aos preceitos divinos, depois porque a prática é que traz o aperfeiçoamento.
Tem outra coisa. A Bíblia diz (em Hebreus 13.2) para recebermos bem aqueles que vêm à nossas casas pois "alguns que foram hospitaleiros receberam anjos, sem saber".
Não sei quantos anjos já hospedei, sei que quanto mais hóspedes, maior a probabilidade de acolher algum.
Devo fugir dos perigos do individualismo do presente século. O tempo parece cada vez mais apressado e nós cada vez mais sobrecarregados e exigentes.
Normalmente, no fim do dia, estamos esgotados e mais uma vez voltados para nós mesmos. Não é bom que sejamos assim.
A hospitalidade é um exercício que requer dedicação, mas proporciona os momentos mais agradáveis. Permite-nos servir ao próximo com o que temos de mais significativo. Que fique claro que não estou me restringindo a coisas materiais.
Aqui em casa, gostamos de sentar ao redor do piano, tomando um cappuccino, ouvindo e entoando belas canções com nossos convidados.
Lívio não é músico profissional, muito menos eu cantora, mas nos enche de entusiasmo cantar com quem nos visita. É uma maneira simples de dizer que estamos alegres e adorar a Deus, que nos proporciona momentos especiais.
Em cada casa, há algo especial a compartilhar.
Hoje pela manhã mais um de nossos hóspedes foi embora. Assim como os demais que por aqui passaram, sua marca única ficará em cada canto - sobre o que conversamos, qual foi seu canto preferido, se gosta de fruta, se prefere sanduíche...
Porque, no fim das contas, ao receber alguém, a gente ganha mais do que entrega.
Imagine se forem anjos...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Em tempo
O fim chegou. Parece triste pensar assim.
Na verdade, o fim é o anúncio de um tempo novo que está por vir. Dezembro é prenúncio de mais um janeiro, um ano novo com metas e projetos remoçados.
Quem se concentra no fim (pelo fim) vai fazer uma retrospectiva do que passou e pensar no que poderia ter feito e não fez, na escolha que poderia ter tomado e não tomou, em como poderia ter sido feliz e não foi...
Esses pensamentos invariavelmente o levarão a imaginar sobre o que aconteceria se tivesse agido de forma diferente. E se eu tivesse feito aquele concurso, comprado aquele carro, morado em outro lugar, feito o tratamento com outro médico, ou me dedicado a outra profissão, ou casado com outro homem...
Acho uma covardia com o presente perder tempo com esse tipo de conjecturas, afinal não há como a realidade competir com a imaginação ou o idealismo...
Se não tomarmos cuidado cairemos com facilidade nesse tipo de devaneio, especialmente naqueles momentos à toa.
Hoje, no trabalho, alguém chegou comentando sobre as pressões da sociedade, sempre querendo apressar o ritmo das coisas. Já passou na OAB? Então você passa na OAB e a pergunta muda: Não vai fazer concurso? Quando passa no concurso, querem saber de seus planos de ascensão na carreira, de sua vida sentimental, se já casou, por que não tem filhos... O primeiro filho nasce, você está “de resguardo” quando começam a perguntar pelos próximos rebentos...
Talvez esse ritmo acelerado nos pressione a correr contra o tempo e a nos afligir sempre que dedicamos tempo a alguma coisa e não a vemos prosperar.
É isso. Mais do que pelo suor gasto, nos angustiamos pelo tempo perdido.
Talvez seja isso que nos faça temer o fim.
Lembro-me de uma colega de faculdade que ia se agoniando à medida que se aproximava de nossa formatura. Não se achava preparada para enfrentar o fim do tempo universitário e os desafios do tempo profissional que se iniciaria.
O fim do ano chegou, mas não vamos ficar remoendo o que não deu tão certo. Bolas fora acontecem até que uma caia dentro.
Também não temeremos os desafios que virão.
Refletir sobre o passado, arrepender-se do erro e tomar uma nova direção é importante, libertador e até necessário se quisermos desfrutar de um lugar na eternidade com Deus.
O que não dá é pra se trancar no passado e tornar escravo de um sonho frustrado, de uma opção preterida, de uma história que nem começou, ou começou, mas foi abortada.
Deus está nos dando hoje oportunidade de seguir e acertar.
Não é o fim, mas o começo. Ele tem cuidado de nós!
Na verdade, o fim é o anúncio de um tempo novo que está por vir. Dezembro é prenúncio de mais um janeiro, um ano novo com metas e projetos remoçados.
Quem se concentra no fim (pelo fim) vai fazer uma retrospectiva do que passou e pensar no que poderia ter feito e não fez, na escolha que poderia ter tomado e não tomou, em como poderia ter sido feliz e não foi...
Esses pensamentos invariavelmente o levarão a imaginar sobre o que aconteceria se tivesse agido de forma diferente. E se eu tivesse feito aquele concurso, comprado aquele carro, morado em outro lugar, feito o tratamento com outro médico, ou me dedicado a outra profissão, ou casado com outro homem...
Acho uma covardia com o presente perder tempo com esse tipo de conjecturas, afinal não há como a realidade competir com a imaginação ou o idealismo...
Se não tomarmos cuidado cairemos com facilidade nesse tipo de devaneio, especialmente naqueles momentos à toa.
Hoje, no trabalho, alguém chegou comentando sobre as pressões da sociedade, sempre querendo apressar o ritmo das coisas. Já passou na OAB? Então você passa na OAB e a pergunta muda: Não vai fazer concurso? Quando passa no concurso, querem saber de seus planos de ascensão na carreira, de sua vida sentimental, se já casou, por que não tem filhos... O primeiro filho nasce, você está “de resguardo” quando começam a perguntar pelos próximos rebentos...
Talvez esse ritmo acelerado nos pressione a correr contra o tempo e a nos afligir sempre que dedicamos tempo a alguma coisa e não a vemos prosperar.
É isso. Mais do que pelo suor gasto, nos angustiamos pelo tempo perdido.
Talvez seja isso que nos faça temer o fim.
Lembro-me de uma colega de faculdade que ia se agoniando à medida que se aproximava de nossa formatura. Não se achava preparada para enfrentar o fim do tempo universitário e os desafios do tempo profissional que se iniciaria.
O fim do ano chegou, mas não vamos ficar remoendo o que não deu tão certo. Bolas fora acontecem até que uma caia dentro.
Também não temeremos os desafios que virão.
Refletir sobre o passado, arrepender-se do erro e tomar uma nova direção é importante, libertador e até necessário se quisermos desfrutar de um lugar na eternidade com Deus.
O que não dá é pra se trancar no passado e tornar escravo de um sonho frustrado, de uma opção preterida, de uma história que nem começou, ou começou, mas foi abortada.
Deus está nos dando hoje oportunidade de seguir e acertar.
Não é o fim, mas o começo. Ele tem cuidado de nós!
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
O poder da mulher que ora
Amanhã (dia 21.11) começa o Encontro Anual de Mulheres da Igreja de Deus Missionária, em Teresina. O tema este ano faz referência ao best seller de Stormie Omartian: O poder da mulher que ora.
Pensando a respeito, destaco um dos inúmeros benefícios da prática da oração: o combate à ansiedade.
Acredito que normalmente nós, mulheres, sofremos mais desse mal, afinal temos a tendência de organizar tudo (da alimentação e limpeza da casa às contas a pagar) e nos apoderamos de problemas que, a princípio, nem eram nossos, mas daqueles que nos cercam.
Sem contar que pensamos em tudo ao mesmo tempo. Nossa mente é um turbilhão de pensamentos e emoções.
Minha irmã e cunhada conversavam esses dias sobre o papel proeminente da mãe no lar. Sem desprezar a relevância paterna, elas diziam que muitas vezes só as mães conseguem resolver as questões que surgem entre as crianças no dia a dia. Quando vem o choro, normalmente os pequenos só se contentam depois que a super mulher atende ao grito: MAMÃE!
Às vezes parece difícil ser mulher, especialmente na atualidade quando assumimos muitos papéis e somos bombardeadas por tantas informações e cobranças.
Hoje, por exemplo, eu e Lívio fizemos uma viagem. Antes de pegar estrada, entre uma coisa e outra, fiz uma listinha das últimas providências a tomar: lavar as louças sob a pia, tirar a roupa do varal, colocar os sacos de lixo em frente a casa, não esquecer a pasta com os documentos, passar na farmácia, calibrar os pneus... E por aí vai... Ah... Ainda tinha o texto do blog para postar...
É tanta coisa que, às vezes, parece que vamos surtar.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, ensina:
“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus”. Fp 4:6-7
Que versículo precioso! Quando nos achegamos a Deus com o coração agradecido e apresentamos diante dEle nossas questões, reconhecendo que somos frágeis e incapazes de resolver tudo sozinhas, Ele nos contempla com uma paz inexplicável, guardando nossas emoções e também nossa sanidade mental em Cristo Jesus. Aleluia!
Precisamos dessa paz. É questão até de sobrevivência em tempos tão difíceis. Mas só desfrutaremos disso se dedicarmos parte de nosso tempo a um momento a sós com Deus.
E como disse, esse é apenas um dos benefícios.
A esse respeito, Stormie Omartian declara que:
“Deus tem muita coisa para falar a nosso coração. Contudo, se você não se distanciar da agitação de seu dia e passar um tempo sozinha com ele em quietude e solitude, você não vai ouvi-lo. O próprio Jesus passou um bom tempo sozinho com Deus [...] Quanto esse tempo deve ser ainda mais importante para nós?”
Nos próximos dias, no Encontro de Mulheres, esperamos nos aprofundar no assunto. Deus abençoe toda a coordenação e os participantes! Amém.
Pensando a respeito, destaco um dos inúmeros benefícios da prática da oração: o combate à ansiedade.
Acredito que normalmente nós, mulheres, sofremos mais desse mal, afinal temos a tendência de organizar tudo (da alimentação e limpeza da casa às contas a pagar) e nos apoderamos de problemas que, a princípio, nem eram nossos, mas daqueles que nos cercam.
Sem contar que pensamos em tudo ao mesmo tempo. Nossa mente é um turbilhão de pensamentos e emoções.
Minha irmã e cunhada conversavam esses dias sobre o papel proeminente da mãe no lar. Sem desprezar a relevância paterna, elas diziam que muitas vezes só as mães conseguem resolver as questões que surgem entre as crianças no dia a dia. Quando vem o choro, normalmente os pequenos só se contentam depois que a super mulher atende ao grito: MAMÃE!
Às vezes parece difícil ser mulher, especialmente na atualidade quando assumimos muitos papéis e somos bombardeadas por tantas informações e cobranças.
Hoje, por exemplo, eu e Lívio fizemos uma viagem. Antes de pegar estrada, entre uma coisa e outra, fiz uma listinha das últimas providências a tomar: lavar as louças sob a pia, tirar a roupa do varal, colocar os sacos de lixo em frente a casa, não esquecer a pasta com os documentos, passar na farmácia, calibrar os pneus... E por aí vai... Ah... Ainda tinha o texto do blog para postar...
É tanta coisa que, às vezes, parece que vamos surtar.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, ensina:
“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus”. Fp 4:6-7
Que versículo precioso! Quando nos achegamos a Deus com o coração agradecido e apresentamos diante dEle nossas questões, reconhecendo que somos frágeis e incapazes de resolver tudo sozinhas, Ele nos contempla com uma paz inexplicável, guardando nossas emoções e também nossa sanidade mental em Cristo Jesus. Aleluia!
Precisamos dessa paz. É questão até de sobrevivência em tempos tão difíceis. Mas só desfrutaremos disso se dedicarmos parte de nosso tempo a um momento a sós com Deus.
E como disse, esse é apenas um dos benefícios.
A esse respeito, Stormie Omartian declara que:
“Deus tem muita coisa para falar a nosso coração. Contudo, se você não se distanciar da agitação de seu dia e passar um tempo sozinha com ele em quietude e solitude, você não vai ouvi-lo. O próprio Jesus passou um bom tempo sozinho com Deus [...] Quanto esse tempo deve ser ainda mais importante para nós?”
Nos próximos dias, no Encontro de Mulheres, esperamos nos aprofundar no assunto. Deus abençoe toda a coordenação e os participantes! Amém.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Labirinto
Somos uma geração que se diz livre para pensar, agir e viver do seu próprio modo, sem ter que dar satisfações a ninguém.
Construímos deuses segundo os próprios interesses, esperando que eles atestem essa liberdade e independência.
Alguns pegam emprestadas crenças de diferentes credos (com princípios fundamentalmente antagônicos) e saem pinçando pontos que não confrontam com suas conveniências pessoais.
Esquecem-se da máxima:
"Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. Mateus 6:23-24
Outros colocam pessoas no lugar exclusivo de Deus, quando entregam a elas o sentido de suas existências e confessam, ainda que por atitudes, que sem elas não podem viver.
Alguém poderá eleger coisas, animais para esse lugar. Ou mesmos fatos passados ou expectativas como o centro de tudo.
Uns e outros, mais cedo ou mais tarde, descobrem-se escravos de muitos senhores, de si mesmos, das próprias ambições, do passado ou futuro...
Hoje o que mais se escuta é: siga seu coração. Mas as Escrituras nos alertam para o fato de que nosso coração é enganoso.
Penso que quando nos entregamos às paixões ou seguimos os impulsos, sem qualquer ponderação ou freio, assumimos um risco semelhante ao do que corre na escuridão em uma terra cercada por abismos.
Muitos estão perdidos e continuam se enganando com teorias que não dão em nada.
Quando eu era criança e entrava em um labirinto ficava logo agoniada quando percebia que estava andando, andando sem sair do lugar. O alívio era grande quando alguém maior que eu aparecia do lado de fora e me apontava o caminho.
Eu era pequena para muros tão grandes.
Podemos sonhar e conquistar muita coisa com nosso esforço, mas isso de nada adiantará se não tivermos um salvador e um Senhor, guiando nossas decisões e conduzindo nossos passos.
Quanto mais expectativas lançamos sobre nós mesmos, mais frustrados e insatisfeitos nos tornamos.
Somos pequenos para um mundo tão grande.
Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”.João 14:6
Sem esse Guia ficaremos perdidos em nosso próprio labirinto.
Pastor Lars gosta de contar a seguinte ilustração... Uma pessoa está se afogando em um rio quando alguém vem e a salva. Diante do que lhe salvou, a afogada poderia agradecer pelo salvamento, ir embora e nunca mais encontrá-lo. Porém, poderia agir de forma diferente, reconhecendo-o não só como seu salvador, mas dedicando-lhe a vida, abraçando-o como seu senhor, em profunda gratidão.
Nós também fomos salvos da morte quando Jesus assumiu nosso lugar. O que faremos diante dEle?
Construímos deuses segundo os próprios interesses, esperando que eles atestem essa liberdade e independência.
Alguns pegam emprestadas crenças de diferentes credos (com princípios fundamentalmente antagônicos) e saem pinçando pontos que não confrontam com suas conveniências pessoais.
Esquecem-se da máxima:
"Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”. Mateus 6:23-24
Outros colocam pessoas no lugar exclusivo de Deus, quando entregam a elas o sentido de suas existências e confessam, ainda que por atitudes, que sem elas não podem viver.
Alguém poderá eleger coisas, animais para esse lugar. Ou mesmos fatos passados ou expectativas como o centro de tudo.
Uns e outros, mais cedo ou mais tarde, descobrem-se escravos de muitos senhores, de si mesmos, das próprias ambições, do passado ou futuro...
Hoje o que mais se escuta é: siga seu coração. Mas as Escrituras nos alertam para o fato de que nosso coração é enganoso.
Penso que quando nos entregamos às paixões ou seguimos os impulsos, sem qualquer ponderação ou freio, assumimos um risco semelhante ao do que corre na escuridão em uma terra cercada por abismos.
Muitos estão perdidos e continuam se enganando com teorias que não dão em nada.
Quando eu era criança e entrava em um labirinto ficava logo agoniada quando percebia que estava andando, andando sem sair do lugar. O alívio era grande quando alguém maior que eu aparecia do lado de fora e me apontava o caminho.
Eu era pequena para muros tão grandes.
Podemos sonhar e conquistar muita coisa com nosso esforço, mas isso de nada adiantará se não tivermos um salvador e um Senhor, guiando nossas decisões e conduzindo nossos passos.
Quanto mais expectativas lançamos sobre nós mesmos, mais frustrados e insatisfeitos nos tornamos.
Somos pequenos para um mundo tão grande.
Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim”.João 14:6
Sem esse Guia ficaremos perdidos em nosso próprio labirinto.
Pastor Lars gosta de contar a seguinte ilustração... Uma pessoa está se afogando em um rio quando alguém vem e a salva. Diante do que lhe salvou, a afogada poderia agradecer pelo salvamento, ir embora e nunca mais encontrá-lo. Porém, poderia agir de forma diferente, reconhecendo-o não só como seu salvador, mas dedicando-lhe a vida, abraçando-o como seu senhor, em profunda gratidão.
Nós também fomos salvos da morte quando Jesus assumiu nosso lugar. O que faremos diante dEle?
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Enquanto isso na área de serviço...
No início da semana passada chegamos a nossa casa, depois de alguns dias em Teresina.
Ao abrir a porta dos fundos, qual não foi minha surpresa quando me deparei com um corpinho pequeno e com rabo que escondia a cabeça debaixo da máquina de lavar.
Um rato! – foi meu espanto inicial.
Fechei a porta rapidamente.
Assim que me recuperei do susto, raciocinei que não poderia ser um rato o dono daquele rabinho tão peludo.
Uma gata de rua aproveitara os dias em que estávamos fora para fazer seu ninho na nossa área de serviço. Ali mesmo deu à luz a quatro filhotes.
Não vou mentir: felinos não estão entre os animais de minha predileção. Além do que meu espaço é pequeno, moro em um condomínio e minha médica tinha dito para eu andar longe de gatos pelos próximos meses.
Então, o que fazer com esse gato?! – perguntei finalmente para o Lívio.
E ele pensou que eu estava lhe paquerando... rsrs
Foi o início de minha novela.
Eu receberia visitas por aqueles dias, precisava deixar as roupas de cama e toalhas limpas, mas minha lavanderia estava interditada, enquanto funcionava como maternidade.
Sem contar que não podia deixar a porta aberta que a gata mãe queria entrar na casa.
Apesar do contratempo, eu não poderia me livrar deles de qualquer jeito. Devo confessar também que fiquei tocada ao observá-la com seus filhotes, tentando protegê-los e nos encarando com aquele olhar pidão.
Como a natureza ensina e encanta!
Ela quase me deixou apaixonada... Mas, por favor, não enviem gatos para a nossa residência... rsrs
Pensei em como Deus faz cada ser vivo de forma perfeita e única e acabei chegando à reflexão de como a vida tem sido banalizada (tudo bem, confesso que às vezes minhas divagações vão longe rsrsr)...
Mas, falando sério, fico triste ao ver os movimentos pró-aborto ganhando força. A mulher é um ser humano e como tal deve ver respeitados seus direitos, contudo dispor da existência de outro ser especialmente planejado pelo Criador não está entre suas prerrogativas.
Se um gatinho tem o seu valor, imagine alguém que foi concebido para ter a imagem e a semelhança de Deus. Alguém que fará diferença no mundo...
Voltando aos ‘meus’ gatos... Seguindo o conselho de minha amiga Vivi, encontramos uma ONG aqui em Parnaíba que se dispôs a pegar os bichinhos e a cuidar deles de forma adequada.
Hoje, quase uma semana depois, recebi notícias da gata: ela está bem.
Eu, por minha vez, posso usar a máquina de lavar. Ainda tem muita roupa acumulada.
A experiência toda me deixou feliz porque descobri pessoas que se preocupam com gatas ‘borralheiras’ e, no fim das contas, com a vida.
Deus nos dê um coração bondoso! Que preservar a vida dos animais e, principalmente, dos humanos seja missão entre nós!
Ao abrir a porta dos fundos, qual não foi minha surpresa quando me deparei com um corpinho pequeno e com rabo que escondia a cabeça debaixo da máquina de lavar.
Um rato! – foi meu espanto inicial.
Fechei a porta rapidamente.
Assim que me recuperei do susto, raciocinei que não poderia ser um rato o dono daquele rabinho tão peludo.
Uma gata de rua aproveitara os dias em que estávamos fora para fazer seu ninho na nossa área de serviço. Ali mesmo deu à luz a quatro filhotes.
Não vou mentir: felinos não estão entre os animais de minha predileção. Além do que meu espaço é pequeno, moro em um condomínio e minha médica tinha dito para eu andar longe de gatos pelos próximos meses.
Então, o que fazer com esse gato?! – perguntei finalmente para o Lívio.
E ele pensou que eu estava lhe paquerando... rsrs
Foi o início de minha novela.
Eu receberia visitas por aqueles dias, precisava deixar as roupas de cama e toalhas limpas, mas minha lavanderia estava interditada, enquanto funcionava como maternidade.
Sem contar que não podia deixar a porta aberta que a gata mãe queria entrar na casa.
Apesar do contratempo, eu não poderia me livrar deles de qualquer jeito. Devo confessar também que fiquei tocada ao observá-la com seus filhotes, tentando protegê-los e nos encarando com aquele olhar pidão.
Como a natureza ensina e encanta!
Ela quase me deixou apaixonada... Mas, por favor, não enviem gatos para a nossa residência... rsrs
Pensei em como Deus faz cada ser vivo de forma perfeita e única e acabei chegando à reflexão de como a vida tem sido banalizada (tudo bem, confesso que às vezes minhas divagações vão longe rsrsr)...
Mas, falando sério, fico triste ao ver os movimentos pró-aborto ganhando força. A mulher é um ser humano e como tal deve ver respeitados seus direitos, contudo dispor da existência de outro ser especialmente planejado pelo Criador não está entre suas prerrogativas.
Se um gatinho tem o seu valor, imagine alguém que foi concebido para ter a imagem e a semelhança de Deus. Alguém que fará diferença no mundo...
Voltando aos ‘meus’ gatos... Seguindo o conselho de minha amiga Vivi, encontramos uma ONG aqui em Parnaíba que se dispôs a pegar os bichinhos e a cuidar deles de forma adequada.
Hoje, quase uma semana depois, recebi notícias da gata: ela está bem.
Eu, por minha vez, posso usar a máquina de lavar. Ainda tem muita roupa acumulada.
A experiência toda me deixou feliz porque descobri pessoas que se preocupam com gatas ‘borralheiras’ e, no fim das contas, com a vida.
Deus nos dê um coração bondoso! Que preservar a vida dos animais e, principalmente, dos humanos seja missão entre nós!
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Presente para uma criança (adulta) - Parte II
Sabe o presente que pedi para Papai do céu no Dia das Crianças?! Pois é, chegou! E não poderia ter vindo mais completo, nem em tempo tão oportuno.
Confesso a vocês que a ansiedade era grande. E se o presente não vier da forma esperada? Se nosso desmerecimento for levado em conta? Se, se...
Mas Papai nos trouxe palavras de fé e ânimo, através das Escrituras, dos sonhos e de irmãos queridos.
Uma delas veio forte esses dias. É o texto de Isaías 12:4-6:
“Naquele dia vocês dirão: "Louvem ao Senhor, invoquem o seu nome; anunciem entre as nações os seus feitos, e façam-nas saber que o seu nome é exaltado.Cantem louvores ao Senhor, pois ele tem feito coisas gloriosas, sejam elas conhecidas em todo o mundo. Gritem bem alto e cantem de alegria, habitantes de Sião, pois grande é o Santo de Israel no meio de vocês".
Aleluia!
No último dia 12, Lívio fez a terceira prova do concurso da PGE-PI. Semana passada saiu o resultado: ele passou!
Uma seleção dura, com etapas dificílimas e, finalmente, um suspiro de vitória.
Desde fevereiro deste ano, ele estava debruçado sobre os livros, estudando com afinco. Foi um tempo que exigiu muito de sua perseverança e dedicação e ele teve que abdicar de momentos em família, dos jogos da copa do mundo, da praia no fim de semana, das férias, da viagem romântica...
Apesar de todo esforço, sabíamos que “[...]o cavalo se prepara para o dia da batalha, mas o Senhor é que dá a vitória”. Pv 21:31
E foi assim que o triunfo chegou: vindo diretamente das mãos de nosso Senhor.
Estamos muito felizes. Quando Lívio me abraçou e disse ao meu ouvido “passei” foi impossível não chorar de alegria, assim como foi impossível não nos ajoelharmos diante de nosso Deus e lhe render todo louvor e gratidão.
Compartilhamos aqui essa conquista, pois sabemos que muitos de vocês se uniram a nós em oração por essa causa e “para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou”. Is 41:20
Agradecemos a Deus pela vida de cada um. Vocês são especiais!
A próxima fase (de títulos) é apenas classificatória.
Estamos como quem sonha, crendo que Deus completará a obra que já começou.
Que essa mensagem de vitória possa inspirá-los neste início de semana!
Confesso a vocês que a ansiedade era grande. E se o presente não vier da forma esperada? Se nosso desmerecimento for levado em conta? Se, se...
Mas Papai nos trouxe palavras de fé e ânimo, através das Escrituras, dos sonhos e de irmãos queridos.
Uma delas veio forte esses dias. É o texto de Isaías 12:4-6:
“Naquele dia vocês dirão: "Louvem ao Senhor, invoquem o seu nome; anunciem entre as nações os seus feitos, e façam-nas saber que o seu nome é exaltado.Cantem louvores ao Senhor, pois ele tem feito coisas gloriosas, sejam elas conhecidas em todo o mundo. Gritem bem alto e cantem de alegria, habitantes de Sião, pois grande é o Santo de Israel no meio de vocês".
Aleluia!
No último dia 12, Lívio fez a terceira prova do concurso da PGE-PI. Semana passada saiu o resultado: ele passou!
Uma seleção dura, com etapas dificílimas e, finalmente, um suspiro de vitória.
Desde fevereiro deste ano, ele estava debruçado sobre os livros, estudando com afinco. Foi um tempo que exigiu muito de sua perseverança e dedicação e ele teve que abdicar de momentos em família, dos jogos da copa do mundo, da praia no fim de semana, das férias, da viagem romântica...
Apesar de todo esforço, sabíamos que “[...]o cavalo se prepara para o dia da batalha, mas o Senhor é que dá a vitória”. Pv 21:31
E foi assim que o triunfo chegou: vindo diretamente das mãos de nosso Senhor.
Estamos muito felizes. Quando Lívio me abraçou e disse ao meu ouvido “passei” foi impossível não chorar de alegria, assim como foi impossível não nos ajoelharmos diante de nosso Deus e lhe render todo louvor e gratidão.
Compartilhamos aqui essa conquista, pois sabemos que muitos de vocês se uniram a nós em oração por essa causa e “para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou”. Is 41:20
Agradecemos a Deus pela vida de cada um. Vocês são especiais!
A próxima fase (de títulos) é apenas classificatória.
Estamos como quem sonha, crendo que Deus completará a obra que já começou.
Que essa mensagem de vitória possa inspirá-los neste início de semana!
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Carta de gratidão
Quando eu era adolescente recebia muitas cartinhas das crianças da igreja, meus alunos da Escola Bíblica e da UCICEA.
Ainda hoje guardo em uma lata grande as mensagens mais lindas do mundo, enfeitadas com desenhos coloridos, corações e mais corações.
Cada uma me tocava de forma especial, pois eu sentia a sinceridade ali contida.
Ontem também fiquei emocionada com as inúmeras demonstrações de carinho que recebi ao longo do dia.
Logo pela manhã fui surpreendida com uma festinha surpresa pelos queridos colegas de trabalho.
Mais tarde, em Teresina, meus familiares me receberam com um lanche delicioso.
Sem contar as lindas mensagens que me enviaram ao logo do dia (por celular, cartões, redes sociais, ao vivo). Bebi todas com prazer.
Em Provérbios 16:24 encontramos que:
“As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos”.
Verdade pura e incontestável. Nos momentos em que me sentir frágil e sem valor, cada um dessas mensagens recebidas ressoará no mais profundo do meu ser, trazendo vida e saúde aos cantos desanimados de minha alma.
Gostaria de escrever algo especial para cada um de vocês. Mas, como péssima escritora de bilhetes que sou, preferi escrever esta carta de gratidão a todos.
Deus os abençoe e lhes dê sempre palavras pra beber. O mundo precisa disso. Eu também.
Ainda hoje guardo em uma lata grande as mensagens mais lindas do mundo, enfeitadas com desenhos coloridos, corações e mais corações.
Cada uma me tocava de forma especial, pois eu sentia a sinceridade ali contida.
Ontem também fiquei emocionada com as inúmeras demonstrações de carinho que recebi ao longo do dia.
Logo pela manhã fui surpreendida com uma festinha surpresa pelos queridos colegas de trabalho.
Mais tarde, em Teresina, meus familiares me receberam com um lanche delicioso.
Sem contar as lindas mensagens que me enviaram ao logo do dia (por celular, cartões, redes sociais, ao vivo). Bebi todas com prazer.
Em Provérbios 16:24 encontramos que:
“As palavras agradáveis são como um favo de mel, são doces para a alma e trazem cura para os ossos”.
Verdade pura e incontestável. Nos momentos em que me sentir frágil e sem valor, cada um dessas mensagens recebidas ressoará no mais profundo do meu ser, trazendo vida e saúde aos cantos desanimados de minha alma.
Gostaria de escrever algo especial para cada um de vocês. Mas, como péssima escritora de bilhetes que sou, preferi escrever esta carta de gratidão a todos.
Deus os abençoe e lhes dê sempre palavras pra beber. O mundo precisa disso. Eu também.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Ah, o amor!
Semana passada, postei o texto abaixo por um descuido no botão “publicar”. Depois “mais sem querer” ainda excluí-o, tendo que reformulá-lo quase todo, utilizando-me de partes esparsas que restaram no pc.
Por fim, Lívio me disse que tinha o texto original salvo em seu computador. Ufa!
Agora segue uma espécie de colcha de retalhos, como tantas vezes o amor pode parecer.
...
Estou lendo “Os Irmãos Karamázov”, do escritor russo Dostoiévski. Fiquei reflexiva ao me deparar com uma interessante distinção entre o amor contemplativo e o ativo:
“[...] O amor contemplativo anseia por uma proeza imediata, que possa ser rapidamente realizada e que todos vejam. E nisso chega efetivamente a ponto de sacrificar a vida, contanto que a coisa não demore muito e se realize bem depressa, como que no palco, para que todos a vejam e elogiem. Já o amor ativo é trabalho e autodomínio e, para quem o pratica, é talvez toda uma ciência. Contudo, predigo que no instante mesmo em que a senhora constatar horrorizada que, apesar de todos os seus esforços, não só não se aproximou da meta, mas até como que se afastou dela - nesse mesmo instante, predigo-lhe, a senhora atingirá de repente a meta e perceberá claramente pairando sobre si a força miraculosa do Senhor, que sempre a amou e sempre a guiou misteriosamente.” (2012, p.93)
Inevitável não pensar no esfriamento do sentimento por toda a parte, no palco em que se tornaram as redes sociais, em que é comum o amor contemplativo, mas o amor ativo raro.
Por aqui, cada um defende sua bandeira, com seu discurso de ódio, como que respaldados pelo amor. Eu espero por um amor real e que exista independente de estar registrado na Rede.
Quero encostar-me à janela e ouvir seu assovio, seguido de uma serenata e sussurros indecifráveis.
Encontrá-lo ali: simples e sorrateiro, sem anunciar aonde vai, nem a que veio.
Declarar-se virtualmente, ainda que com palavras irretocáveis, por si só não evidencia amor algum. Afinal, de que adianta uma declaração assim se em casa reinam os insultos e a indiferença?
A mãe até pode postar coisas bonitas na internet, mas são as horas escondidas em que passa velando a criança, orando por ela, cuidando de suas necessidades, a demonstração de amor efetivo.
O amigo mais chegado não é aquele que curte suas fotos e faz os mais inspirados comentários, mas aquele que aparece nas horas de horror e se alegra sinceramente por suas vitórias.
Nada contra declarações virtuais, pelo contrário. Só penso que as ideias e frases bonitas que espalhamos não têm efeito se dissociadas do que fazemos de verdade.
Tenho medo de discursos vazios, mais até do que silêncios inoportunos. Temo a leviandade com que se encaram os sentimentos, quando se chama de “amor” qualquer topada no escuro. Troca-se o sentimento por uma sensação e logo a sensação passa a ser vista como o próprio sentimento. Muda-se a essência para se crer em uma mentira. É aí que está o maior perigo.
Em tempos confusos, os frutos revelam a verdade. O amor contemplativo pode produzir canções e poemas belíssimos, mas o amor ativo gera obras inapagáveis. É bem verdade que também dá trabalho. A gente transpira, chora, cansa... Apesar de tudo, sempre vale à pena.
O amor ativo não busca prêmios, mas alcança as maiores realizações. Na verdade, “o amor não se orgulha”, “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Deus nos ajude a viver um amor ativo, daquele que nos aponta para o Amor maior.
Por fim, Lívio me disse que tinha o texto original salvo em seu computador. Ufa!
Agora segue uma espécie de colcha de retalhos, como tantas vezes o amor pode parecer.
...
Estou lendo “Os Irmãos Karamázov”, do escritor russo Dostoiévski. Fiquei reflexiva ao me deparar com uma interessante distinção entre o amor contemplativo e o ativo:
“[...] O amor contemplativo anseia por uma proeza imediata, que possa ser rapidamente realizada e que todos vejam. E nisso chega efetivamente a ponto de sacrificar a vida, contanto que a coisa não demore muito e se realize bem depressa, como que no palco, para que todos a vejam e elogiem. Já o amor ativo é trabalho e autodomínio e, para quem o pratica, é talvez toda uma ciência. Contudo, predigo que no instante mesmo em que a senhora constatar horrorizada que, apesar de todos os seus esforços, não só não se aproximou da meta, mas até como que se afastou dela - nesse mesmo instante, predigo-lhe, a senhora atingirá de repente a meta e perceberá claramente pairando sobre si a força miraculosa do Senhor, que sempre a amou e sempre a guiou misteriosamente.” (2012, p.93)
Inevitável não pensar no esfriamento do sentimento por toda a parte, no palco em que se tornaram as redes sociais, em que é comum o amor contemplativo, mas o amor ativo raro.
Por aqui, cada um defende sua bandeira, com seu discurso de ódio, como que respaldados pelo amor. Eu espero por um amor real e que exista independente de estar registrado na Rede.
Quero encostar-me à janela e ouvir seu assovio, seguido de uma serenata e sussurros indecifráveis.
Encontrá-lo ali: simples e sorrateiro, sem anunciar aonde vai, nem a que veio.
Declarar-se virtualmente, ainda que com palavras irretocáveis, por si só não evidencia amor algum. Afinal, de que adianta uma declaração assim se em casa reinam os insultos e a indiferença?
A mãe até pode postar coisas bonitas na internet, mas são as horas escondidas em que passa velando a criança, orando por ela, cuidando de suas necessidades, a demonstração de amor efetivo.
O amigo mais chegado não é aquele que curte suas fotos e faz os mais inspirados comentários, mas aquele que aparece nas horas de horror e se alegra sinceramente por suas vitórias.
Nada contra declarações virtuais, pelo contrário. Só penso que as ideias e frases bonitas que espalhamos não têm efeito se dissociadas do que fazemos de verdade.
Tenho medo de discursos vazios, mais até do que silêncios inoportunos. Temo a leviandade com que se encaram os sentimentos, quando se chama de “amor” qualquer topada no escuro. Troca-se o sentimento por uma sensação e logo a sensação passa a ser vista como o próprio sentimento. Muda-se a essência para se crer em uma mentira. É aí que está o maior perigo.
Em tempos confusos, os frutos revelam a verdade. O amor contemplativo pode produzir canções e poemas belíssimos, mas o amor ativo gera obras inapagáveis. É bem verdade que também dá trabalho. A gente transpira, chora, cansa... Apesar de tudo, sempre vale à pena.
O amor ativo não busca prêmios, mas alcança as maiores realizações. Na verdade, “o amor não se orgulha”, “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
Deus nos ajude a viver um amor ativo, daquele que nos aponta para o Amor maior.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
O valor que você tem
"Quero que valorize" é uma música de Armando Filho que tocou (e ainda toca) bastante nas igrejas por todo o Brasil. Sua letra veio falar (e ainda fala) sobre "o valor que você tem".
Com frequência, pensamos que somos menores ou maiores do que somos de verdade, mas Deus, o nosso Criador, quer revelar nossa verdadeira essência, libertando-nos dos complexos de inferioridade e de superioridade.
É nEle que encontramos a moderação.
"Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um". Rm 12.3
Quando olho para meus sobrinhos (a primogênita com 6 anos; os mais novos com 6 e 8 meses), já consigo identificar personalidades e gostos diferentes, apesar da tenra idade.
O que revela que cada um foi criado de forma especial e com um propósito. Não somos obra do acaso, somos resultado de um trabalho artesanal e original de Deus. Por isso não há razão para comparações indiscriminadas.
O povo de Israel reconheceu:
“Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.” Is 64. 8
Quando nos vemos como barro nas mãos do Oleiro, entendemos que, por nós mesmos, não nos manteremos de pé, o que nos faz humildes.
Quando nos vemos como obras das mãos de um Deus Todo-Poderoso e “Todo- Criativo”, entendemos que somos especiais e não qualquer coisa barata.
Uma de minhas primas mais novas, quando tinha seus cinco anos, foi a uma papelaria conosco.
Ela queria levar mais objetos do que o que seu dinheiro permitia. Então Lívio lhe perguntou:
- Você só tem R$ 5,00. Como espera levar todas essas coisas?!
- Eu ´se´ vendo – ela disse espontânea.
Rsrs
É claro que ela falou coberta pelo manto da inocência infantil, o que nos levou a rir bastante.
Mas muitos ainda adultos vendem suas almas por qualquer trocado. Não tem noção de seu real valor, comprados por precioso sangue.
O Inimigo de nossas almas vem para roubar, matar e destruir. Ele sempre nos motivará a sermos orgulhosos, pois sabe que “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda”.Pv 16:18
Da mesma forma, se nos virmos insignificantes e sem esperança nos esqueceremos do Deus que nos criou e dos propósitos que estabeleceu para nós, o que nos afastará dele e nos levará a sucumbir.
Na verdade, quem nos criou sabe de nosso potencial e de nossas fraquezas. Que Ele nos ajude nesse processo de descoberta sobre nós mesmos!
"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Jeremias 29:11
♪ Por isso levante e cante
exalte ao Senhor
Você tem valor ♪
Com frequência, pensamos que somos menores ou maiores do que somos de verdade, mas Deus, o nosso Criador, quer revelar nossa verdadeira essência, libertando-nos dos complexos de inferioridade e de superioridade.
É nEle que encontramos a moderação.
"Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um". Rm 12.3
Quando olho para meus sobrinhos (a primogênita com 6 anos; os mais novos com 6 e 8 meses), já consigo identificar personalidades e gostos diferentes, apesar da tenra idade.
O que revela que cada um foi criado de forma especial e com um propósito. Não somos obra do acaso, somos resultado de um trabalho artesanal e original de Deus. Por isso não há razão para comparações indiscriminadas.
O povo de Israel reconheceu:
“Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos.” Is 64. 8
Quando nos vemos como barro nas mãos do Oleiro, entendemos que, por nós mesmos, não nos manteremos de pé, o que nos faz humildes.
Quando nos vemos como obras das mãos de um Deus Todo-Poderoso e “Todo- Criativo”, entendemos que somos especiais e não qualquer coisa barata.
Uma de minhas primas mais novas, quando tinha seus cinco anos, foi a uma papelaria conosco.
Ela queria levar mais objetos do que o que seu dinheiro permitia. Então Lívio lhe perguntou:
- Você só tem R$ 5,00. Como espera levar todas essas coisas?!
- Eu ´se´ vendo – ela disse espontânea.
Rsrs
É claro que ela falou coberta pelo manto da inocência infantil, o que nos levou a rir bastante.
Mas muitos ainda adultos vendem suas almas por qualquer trocado. Não tem noção de seu real valor, comprados por precioso sangue.
O Inimigo de nossas almas vem para roubar, matar e destruir. Ele sempre nos motivará a sermos orgulhosos, pois sabe que “O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda”.Pv 16:18
Da mesma forma, se nos virmos insignificantes e sem esperança nos esqueceremos do Deus que nos criou e dos propósitos que estabeleceu para nós, o que nos afastará dele e nos levará a sucumbir.
Na verdade, quem nos criou sabe de nosso potencial e de nossas fraquezas. Que Ele nos ajude nesse processo de descoberta sobre nós mesmos!
"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Jeremias 29:11
♪ Por isso levante e cante
exalte ao Senhor
Você tem valor ♪
domingo, 12 de outubro de 2014
Presente para uma criança (adulta)
Hoje acontece mais uma etapa de um grande desafio... E eu com aquela expectativa de criança pelo presente do Papai do Céu.
Tentei me comportar direitinho, como a criançada tenta na véspera do dia das crianças, mas, também como elas, muitas vezes acabei “metendo os pés pelas mãos”, “enfiando o pé na jaca”, “teimosa como uma mula”.
O que me consola é que nosso Pai sabe dar boas dádivas aos filhos. A mesma Graça que se manifestou de forma extravagante na cruz desponta dia-a-dia, ainda que não percebamos.
Essa mesma graça é que nos faz receber presentes preciosos mesmo sem merecer, foi essa graça que nos salvou e nos salva perfeitamente.
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;
não por obras, para que ninguém se glorie” Ef 2:8-9
Se pensarmos bem, não temos do que nos gloriar. Tudo o que apresentamos e somos vem do alto. E se há alguma coisa fora do lugar (sempre tem) isso sim é mérito nosso, fruto de nossa natureza corrompida.
Por isso chego diante do Pai como uma criancinha desconfiada, que sabe que já recebeu coisas demais e fez coisas de menos para merecer, mas que ainda tem sonhos que compreende que só Ele, um Pai amoroso, pode realizar.
O que me consola é saber que Ele tem pensamentos de paz a nosso respeito e sua misericórdia se renova a cada manhã.
Quem acompanha o blog, sabe de nossas mudanças desde o casamento, há três anos. Quem nos conhece intimamente, sabe das decorrências de tantas viagens e desse tempo de intenso aprendizado.
Hoje estamos mais perto de casa, aos poucos vamos fincando a barraca e logo (creio) descansaremos em nosso lar.
Agradecemos por tudo que Deus tem feito em nossas vidas e hoje peço mais esse presente.
Peço porque sei que o esforço e a dedicação são partes importantes do processo, mas só quem pode dar a vitória é o Senhor.
Ontem fui a uma loja de brinquedos e vi pais aglomerados em imensas filas, tudo para garantir o presente de suas crianças e lhes proporcionar momentos de alegria.
Hoje me lembro das palavras de Jesus, no texto de Mateus 7.8-11.
“Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.
"Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra?
Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!”
Olhamos para a conquista e ficamos como quem sonha.
Sei que é do nosso Pai a melhor resposta, mas como crianças que somos, não custa pedir.
Que seja feita a vontade dEle!
Tentei me comportar direitinho, como a criançada tenta na véspera do dia das crianças, mas, também como elas, muitas vezes acabei “metendo os pés pelas mãos”, “enfiando o pé na jaca”, “teimosa como uma mula”.
O que me consola é que nosso Pai sabe dar boas dádivas aos filhos. A mesma Graça que se manifestou de forma extravagante na cruz desponta dia-a-dia, ainda que não percebamos.
Essa mesma graça é que nos faz receber presentes preciosos mesmo sem merecer, foi essa graça que nos salvou e nos salva perfeitamente.
“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus;
não por obras, para que ninguém se glorie” Ef 2:8-9
Se pensarmos bem, não temos do que nos gloriar. Tudo o que apresentamos e somos vem do alto. E se há alguma coisa fora do lugar (sempre tem) isso sim é mérito nosso, fruto de nossa natureza corrompida.
Por isso chego diante do Pai como uma criancinha desconfiada, que sabe que já recebeu coisas demais e fez coisas de menos para merecer, mas que ainda tem sonhos que compreende que só Ele, um Pai amoroso, pode realizar.
O que me consola é saber que Ele tem pensamentos de paz a nosso respeito e sua misericórdia se renova a cada manhã.
Quem acompanha o blog, sabe de nossas mudanças desde o casamento, há três anos. Quem nos conhece intimamente, sabe das decorrências de tantas viagens e desse tempo de intenso aprendizado.
Hoje estamos mais perto de casa, aos poucos vamos fincando a barraca e logo (creio) descansaremos em nosso lar.
Agradecemos por tudo que Deus tem feito em nossas vidas e hoje peço mais esse presente.
Peço porque sei que o esforço e a dedicação são partes importantes do processo, mas só quem pode dar a vitória é o Senhor.
Ontem fui a uma loja de brinquedos e vi pais aglomerados em imensas filas, tudo para garantir o presente de suas crianças e lhes proporcionar momentos de alegria.
Hoje me lembro das palavras de Jesus, no texto de Mateus 7.8-11.
“Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.
"Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou se pedir peixe, lhe dará uma cobra?
Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!”
Olhamos para a conquista e ficamos como quem sonha.
Sei que é do nosso Pai a melhor resposta, mas como crianças que somos, não custa pedir.
Que seja feita a vontade dEle!
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Eu cuido de você
Quando me sinto desamparada ou desencorajada, Ele vem pra me dizer: eu cuido de você.
Seus cuidados se revelam das mais diferentes formas, nos simples eventos cotidianos.
Hoje me esqueci de levar lanche para o trabalho. Como sou acostumada a comer em pequenos intervalos, fiquei pensando na fome que sentiria até a hora do almoço.
No meio da manhã recebi uma mensagem: Larinha, bom dia! Tem salgadinho pra você.
Salgadinhos deliciosos, diga-se de passagem. Comi-os com prazer.
Depois alguém veio até minha mesa e deixou um suco de goiaba nota dez.
Senti o cuidado de Deus nos mínimos detalhes. Se Ele cuida de nós nas pequenas coisas, imagine nas situações de perigo, nas provas mais difíceis.
Ele ouve nossa voz e a conhece. Não nos trata com indiferença. Sabe de tudo o que precisamos e nos supre abundantemente.
Essa de hoje foi só mais uma demonstração de sua misericórdia renovada.
Obrigada, Senhor!
“Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;
com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.
Você pisará o leão e a cobra; pisoteará o leão forte e a serpente.
Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra”. Salmos 91:11-16
Seus cuidados se revelam das mais diferentes formas, nos simples eventos cotidianos.
Hoje me esqueci de levar lanche para o trabalho. Como sou acostumada a comer em pequenos intervalos, fiquei pensando na fome que sentiria até a hora do almoço.
No meio da manhã recebi uma mensagem: Larinha, bom dia! Tem salgadinho pra você.
Salgadinhos deliciosos, diga-se de passagem. Comi-os com prazer.
Depois alguém veio até minha mesa e deixou um suco de goiaba nota dez.
Senti o cuidado de Deus nos mínimos detalhes. Se Ele cuida de nós nas pequenas coisas, imagine nas situações de perigo, nas provas mais difíceis.
Ele ouve nossa voz e a conhece. Não nos trata com indiferença. Sabe de tudo o que precisamos e nos supre abundantemente.
Essa de hoje foi só mais uma demonstração de sua misericórdia renovada.
Obrigada, Senhor!
“Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;
com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra.
Você pisará o leão e a cobra; pisoteará o leão forte e a serpente.
Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome.
Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra”. Salmos 91:11-16
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Meu voto é para...
Dia 05 de outubro está chegando e eu aqui envolvida em um processo difícil: escolher os candidatos em quem votar.
Anotei uma lista de nomes de políticos para pesquisar.
Não vou nem dizer quais categorias ainda estou em dúvida, senão vão chover santinhos (que de santos não tem nada) nas minhas redes sociais.
Eles aparecem nesta época do ano cheios de boas intenções (você sabe bem onde está cheio de bem intencionados), querem forçar a amizade, distribuindo sorrisos, abraços, beijinhos e fazem até coraçõezinhos com as mãos. Estão em todos os lugares e parecem entender de nossas necessidades.
Em um primeiro momento, quero até simpatizar com esses tais, mas logo me lembro de que eles não são tão íntimos assim... Aliás, onde eles estavam
todas as vezes em que precisei de saúde, lazer, educação? Quais as lutas que eles empreenderam por mim? O que eles pensam, fazem, são?
Só os encontro nas páginas de política, coluna social (e policial), normalmente envolvidos em causas próprias, em detrimento da sociedade.
Muitos deles conheço de nome, de rosto, mas não sei nada além das aparências, suas propostas são sempre iguais, parecem sem pretensão de se tornar reais.
Minha maior dificuldade é essa: distinguir figuras verdadeiras das falsas; escolher entre tantos estranhos os que realmente se importam com o público, com o desenvolvimento do Estado e do País.
Lembro-me que quando ainda fazia parte dos quadros da OAB, sempre que havia eleições para a diretoria, eu era tratada como rainha na entrada do local de votação.
Era “Dra” pra cá, “Dra” pra lá, mega assediada pelos cabos eleitorais. Quando retornávamos da cabine de votos, ninguém surgia nem com um “bom dia”, “boa tarde”, faltávamos ser pisoteados.
Em poucos minutos passávamos de cinderela para gata borralheira. O encanto havia cessado.
Nesta época do ano, não reconheço os políticos, tampouco meu país. Os candidatos da situação pintam um lugar tão perfeito que se eu vivesse na lua certamente celebraria todos eles.
Uma verdadeira esquizofrenia eleitoral.
Apesar de tudo, não vou votar em branco, nem anulo voto. Temos o direito ao sufrágio e o dever, enquanto cidadãos, de votar conscientemente.
Não perco a esperança. Minha esperança, porém, não está nos homens e mulheres que almejam governar nossa nação, mas no Deus que governa todas as coisas!
Que Ele nos ajude!
Anotei uma lista de nomes de políticos para pesquisar.
Não vou nem dizer quais categorias ainda estou em dúvida, senão vão chover santinhos (que de santos não tem nada) nas minhas redes sociais.
Eles aparecem nesta época do ano cheios de boas intenções (você sabe bem onde está cheio de bem intencionados), querem forçar a amizade, distribuindo sorrisos, abraços, beijinhos e fazem até coraçõezinhos com as mãos. Estão em todos os lugares e parecem entender de nossas necessidades.
Em um primeiro momento, quero até simpatizar com esses tais, mas logo me lembro de que eles não são tão íntimos assim... Aliás, onde eles estavam
todas as vezes em que precisei de saúde, lazer, educação? Quais as lutas que eles empreenderam por mim? O que eles pensam, fazem, são?
Só os encontro nas páginas de política, coluna social (e policial), normalmente envolvidos em causas próprias, em detrimento da sociedade.
Muitos deles conheço de nome, de rosto, mas não sei nada além das aparências, suas propostas são sempre iguais, parecem sem pretensão de se tornar reais.
Minha maior dificuldade é essa: distinguir figuras verdadeiras das falsas; escolher entre tantos estranhos os que realmente se importam com o público, com o desenvolvimento do Estado e do País.
Lembro-me que quando ainda fazia parte dos quadros da OAB, sempre que havia eleições para a diretoria, eu era tratada como rainha na entrada do local de votação.
Era “Dra” pra cá, “Dra” pra lá, mega assediada pelos cabos eleitorais. Quando retornávamos da cabine de votos, ninguém surgia nem com um “bom dia”, “boa tarde”, faltávamos ser pisoteados.
Em poucos minutos passávamos de cinderela para gata borralheira. O encanto havia cessado.
Nesta época do ano, não reconheço os políticos, tampouco meu país. Os candidatos da situação pintam um lugar tão perfeito que se eu vivesse na lua certamente celebraria todos eles.
Uma verdadeira esquizofrenia eleitoral.
Apesar de tudo, não vou votar em branco, nem anulo voto. Temos o direito ao sufrágio e o dever, enquanto cidadãos, de votar conscientemente.
Não perco a esperança. Minha esperança, porém, não está nos homens e mulheres que almejam governar nossa nação, mas no Deus que governa todas as coisas!
Que Ele nos ajude!
sábado, 13 de setembro de 2014
Menina Carol
Lembro-me de quando ela era apenas um bebê. De como gostava de dormir ao som de suas bonecas musicais.
Minha prima fora muito aguardada, afinal era a primeira do lado materno. Talvez, por isso, eu e Natasha festejamos tanto a sua chegada e, a partir de então, passávamos boa parte de nossas férias brincando com ela.
Lembro-me das histórias sem fim que eu inventava para fazê-la dormir (ela e o Pedro) e de como ficavam arregalando os olhos para não perder nem um pedacinho da narrativa.
A diferença de cinco anos de idade fez com que eu a encarasse como uma espécie de irmã mais nova a quem eu deveria dedicar cuidado e atenção.
O tempo passou, as distâncias nos separaram, e não posso mais acalentá-la da mesma forma, mas o carinho é o mesmo.
Lembro-me de suas lágrimas na primeira viagem que ela fez sem sua mãe. Ela era tão pequena, mas aguentou firme e Teresina passou a ser seu destino de férias.
Mais tarde, finalmente, veio morar conosco por um tempo e como eu fiquei feliz com sua presença diária.
Hoje ela casou. Fiquei feliz em vê-la dar esse passo com segurança, no tempo certo, sem atropelos. Por ter escolhido casar com alguém igualmente comprometido com Deus. Por estar dando início a mais uma etapa cheia de sonhos, como fiz um dia.
Lembro-me que quando ela era criança, sua mãe lhe disse:
- Vamos combinar uma coisa: você só vai namorar com a idade que a Lara começar, ok?!
Ela parecia adivinhar que eu começaria com a idade bem avançada para os padrões: quase dezenove. rsrsrs
E olha eles aí. Juntos, seguindo para uma vida inteira a dois.
Carolzinha (você já é mulher, mas, para nós, será sempre “Carolzinha”) e Esdras, que Deus abençoe essa união! Que dê frutos que glorifiquem ao Criador! Amamos vocês!
*Júnior Reis Fotografia
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Fora do padrão?!
Petit parecia um cachorrinho de madame, quando papai o comprou para presentear mamãe. Eu e meus irmãos éramos crianças quando ele chegou dentro de uma caixa, apenas um filhote.
Ficamos impressionados e mortos de empolgados com aquela linda e pequena bola de pelos branquinhos. - Parece um carneirinho- concluímos.
Com pouco tempo, Petit revelou que andava longe de ser bibelô de madame. Parecia mais um vira-lata, daqueles beeem pé sujo. Não existia no mundo quem adorasse mais a rua do que ele. Bastava uma brecha no portão para ele fugir. Aparecia depois de muitos dias, depois de grandes aventuras.
Não tinha quem conseguisse mantê-lo limpo. Ele era insubordinado, inteligente, temperamental e metido. Brigava com os grandes, o que fez com que perdesse um olho e ficasse algumas vezes entre a vida e a morte.
Por conta de seu comportamento inadequado, papai acabou enviando o cachorro para um primo que morava no Maranhão.
Mas Petit era um ser incorrigível, continuava aprontando na rua e povoando nossos corações. Por isso, anos mais tarde trouxemos o bichinho de volta para casa.
Pelo seu porte pequeno e sua carinha meiga, esperávamos que ele fosse um cão caseiro e passivo, que passasse o dia desfilando pela casa, exibindo seu lindo pelo branquinho, mas não. A maior parte do tempo seu pelo ficava recortado por conta das sujeiras que colavam nele em suas caminhadas pelo mundo. Ele encerrou a vida velhinho, feinho, bem diferente do filhote irresistível que conhecemos; nem por isso deixou de ocupar nossas lembranças mais agradáveis. Seu valor era maior.
Hoje descobri que na verdade o pequinês, raça a qual Petit pertencia, apesar de meiguinho, tem a personalidade caracterizada pela altivez e independência, tal qual ele era... Por isso, na China, há uma lenda associando-o aos leões.
Muitas vezes nós queremos encaixar coisas, animais e pessoas em um padrão.
Limitamos nossas crianças e jovens a um tipo, desconsiderando seus dons e particularidades.
Crescemos e continuamos nessa guerra entre o que somos e o que querem fazer de nós. É a razão de tantos sentirem-se deslocados de seu ambiente ideal e confusos, sempre confusos.
Para não sair do conforto, acabamos seguindo a correnteza e vivendo um conflito de identidade, afinal nossos pais não nos criaram para sermos quem somos, mas para sermos bem-sucedidos, aplaudidos, amados.
Nesse sentido é que Brooke Fraser canta (na belíssima CS Lewis Song):
“Existe uma alma que se move em mim
Ela está se libertando, querendo se tornar viva?
Porque o meu conforto prefere ficar dormente
E evitar o vindouro nascimento de quem nasci para me tornar [...]”
Uma coisa é certa: nascemos para glorificar o Criador, que nos criou em sua multiforme sabedoria.
Ser quem somos não significa seguir o nosso enganoso coração, mas viver aquele chamado que recebemos junto com o nosso DNA. E isso muitas vezes demanda uma longa jornada.
Deus nos ajude!
Ficamos impressionados e mortos de empolgados com aquela linda e pequena bola de pelos branquinhos. - Parece um carneirinho- concluímos.
Com pouco tempo, Petit revelou que andava longe de ser bibelô de madame. Parecia mais um vira-lata, daqueles beeem pé sujo. Não existia no mundo quem adorasse mais a rua do que ele. Bastava uma brecha no portão para ele fugir. Aparecia depois de muitos dias, depois de grandes aventuras.
Não tinha quem conseguisse mantê-lo limpo. Ele era insubordinado, inteligente, temperamental e metido. Brigava com os grandes, o que fez com que perdesse um olho e ficasse algumas vezes entre a vida e a morte.
Por conta de seu comportamento inadequado, papai acabou enviando o cachorro para um primo que morava no Maranhão.
Mas Petit era um ser incorrigível, continuava aprontando na rua e povoando nossos corações. Por isso, anos mais tarde trouxemos o bichinho de volta para casa.
Pelo seu porte pequeno e sua carinha meiga, esperávamos que ele fosse um cão caseiro e passivo, que passasse o dia desfilando pela casa, exibindo seu lindo pelo branquinho, mas não. A maior parte do tempo seu pelo ficava recortado por conta das sujeiras que colavam nele em suas caminhadas pelo mundo. Ele encerrou a vida velhinho, feinho, bem diferente do filhote irresistível que conhecemos; nem por isso deixou de ocupar nossas lembranças mais agradáveis. Seu valor era maior.
Hoje descobri que na verdade o pequinês, raça a qual Petit pertencia, apesar de meiguinho, tem a personalidade caracterizada pela altivez e independência, tal qual ele era... Por isso, na China, há uma lenda associando-o aos leões.
Muitas vezes nós queremos encaixar coisas, animais e pessoas em um padrão.
Limitamos nossas crianças e jovens a um tipo, desconsiderando seus dons e particularidades.
Crescemos e continuamos nessa guerra entre o que somos e o que querem fazer de nós. É a razão de tantos sentirem-se deslocados de seu ambiente ideal e confusos, sempre confusos.
Para não sair do conforto, acabamos seguindo a correnteza e vivendo um conflito de identidade, afinal nossos pais não nos criaram para sermos quem somos, mas para sermos bem-sucedidos, aplaudidos, amados.
Nesse sentido é que Brooke Fraser canta (na belíssima CS Lewis Song):
“Existe uma alma que se move em mim
Ela está se libertando, querendo se tornar viva?
Porque o meu conforto prefere ficar dormente
E evitar o vindouro nascimento de quem nasci para me tornar [...]”
Uma coisa é certa: nascemos para glorificar o Criador, que nos criou em sua multiforme sabedoria.
Ser quem somos não significa seguir o nosso enganoso coração, mas viver aquele chamado que recebemos junto com o nosso DNA. E isso muitas vezes demanda uma longa jornada.
Deus nos ajude!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Inspiração do dia
Próximo mês faço 29. O que serei daqui a dez anos? Terei filhos, casa? Onde estarei? Quantas mudanças terei experimentado? Estarei viva? E meus sonhos?
A menina que vivia no mundo da lua, em uma espécie de “fantástico mundo de Bob”, cada dia perde um pouco dessa fantasia, torna-se uma espécie de adulto responsável.
Ser empenhada vale à pena, é até necessário. Amadurecer é tão lindo como o surgimento das primeiras flores. Só não podemos esquecer que novas flores precisam brotar se quisermos frutos novos.
Do contrário, o tempo passa e leva com ele cada resquício de vida. Um sonho que vai, um vazio que fica e, de repente, nem somos nós mesmos.
Fica a pele sem o "felling". Um reflexo no espelho. Quem está ali, afinal?
Hoje faço essa oração:
Deus, dá-me flores coloridas para as manhãs sem graça
E um pouco de riso nas tezes sisudas
Dá-me dias diferentes
Chuvas, nascentes
Frutas e folhas viçosas no quintal
Dá-me um barco à vela
E um vento para levá-lo
Para perto da mais paradisíaca paisagem
Do mais belo encontro
E gente, gente, gente
De todas as cores e formas
Dá-me poesia
Pensamentos simples e verdadeiros
Alma infantil, percepção madura
E sementes
Ata alegria em meus membros
E que a esperança seja sempre minha visão
Ao redor, dentro e fora
Amor
Provando dos mesmos sabores, cheiros, texturas, sons e visões...
Não quero me acomodar
A menina que vivia no mundo da lua, em uma espécie de “fantástico mundo de Bob”, cada dia perde um pouco dessa fantasia, torna-se uma espécie de adulto responsável.
Ser empenhada vale à pena, é até necessário. Amadurecer é tão lindo como o surgimento das primeiras flores. Só não podemos esquecer que novas flores precisam brotar se quisermos frutos novos.
Do contrário, o tempo passa e leva com ele cada resquício de vida. Um sonho que vai, um vazio que fica e, de repente, nem somos nós mesmos.
Fica a pele sem o "felling". Um reflexo no espelho. Quem está ali, afinal?
Hoje faço essa oração:
Deus, dá-me flores coloridas para as manhãs sem graça
E um pouco de riso nas tezes sisudas
Dá-me dias diferentes
Chuvas, nascentes
Frutas e folhas viçosas no quintal
Dá-me um barco à vela
E um vento para levá-lo
Para perto da mais paradisíaca paisagem
Do mais belo encontro
E gente, gente, gente
De todas as cores e formas
Dá-me poesia
Pensamentos simples e verdadeiros
Alma infantil, percepção madura
E sementes
Ata alegria em meus membros
E que a esperança seja sempre minha visão
Ao redor, dentro e fora
Amor
Provando dos mesmos sabores, cheiros, texturas, sons e visões...
Não quero me acomodar
domingo, 31 de agosto de 2014
Sobre a vaca e o voto
Chegávamos do trabalho quando nos deparamos com uma cena inusitada: uma vaca (animal mesmo) escarafunchava o nosso lixo.
Seguimos com o carro em sua direção e buzinamos na esperança de contê-la, mas ela continuou firme em seu propósito de abrir o saco e se esbaldar com tantos detritos.
O que para nós era desprezível, para ela era desejável.
Restos de comida, embalagens, itens fora da validade, poeira. "O que essa vaca tem na cabeça pra se interessar por tanta porcaria?!"
Como não conseguimos afastá-la, entramos em casa, fechamos o portão e ela ficou à vontade, fazendo a festa.
"Por que o carro de lixo passa apenas três vezes por semana?"
Eu, a racional da história, tentei seguir a rotina, indiferente à bagunça do animal, mas vez por outra a criatura e a obra-prima que ela certamente fizera em frente a casa apareciam em minha mente.
“Ah... Nem tenho culpa. Amanhã o caminhão de lixo passa e diminui a confusão”.
Fiquei com esses pensamentos evasivos até me conscientizar de vez: “O lixo da minha casa é minha responsabilidade.”
Essa relação público/privado é sempre complicada.
Saí de vassoura e pá em mãos para arrumar a bagunça da vaca (pra não dizer minha).
Eu já estava preparada para o pior: pedaços do lixo espalhados por toda a rua... Qual não foi minha surpresa (e alívio) quando Lívio gritou: ela não conseguiu abrir o saco!
Ufa!
Recolocamos o saco no depósito do lixo e fim. Tudo voltou à ordem.
...
Essa semana alguém me contou que uma amiga pediu que ela votasse no deputado Fulano de Tal, pois se Fulano de Tal ganhasse, ela poderia procurá-lo em seu gabinete e ele concederia o que ela precisasse.
Uma promessa dessas anima qualquer um em um primeiro momento. Mas vantagens pessoais põem em cheque benefícios em prol de toda a comunidade. Os serviços devem contemplar a sociedade indistintamente, não são (ao menos não deveriam ser) moedas de troca para adquirir votos. Quem faz propostas assim em busca de eleitores já revela que, ao menos, uma coisa lhe falta: ética.
De que adianta ganhar um milheiro de tijolos para sua casa e sofrer com falta de saneamento básico, iluminação pública, empregos, escolas, segurança?!
Voltando a minha história...
De que adianta ter a casa limpa e a rua repleta de sujeira?
Por que sempre temos que colocar a culpa na primeira vaca da esquina? Por que queremos nos livrar de nossas próprias responsabilidades? Por que primamos tanto por nosso conforto mesmo que em detrimento de toda a comunidade?
Corrupção gera corrupção. Egoísmo gera uma nação miserável.
Seguimos com o carro em sua direção e buzinamos na esperança de contê-la, mas ela continuou firme em seu propósito de abrir o saco e se esbaldar com tantos detritos.
O que para nós era desprezível, para ela era desejável.
Restos de comida, embalagens, itens fora da validade, poeira. "O que essa vaca tem na cabeça pra se interessar por tanta porcaria?!"
Como não conseguimos afastá-la, entramos em casa, fechamos o portão e ela ficou à vontade, fazendo a festa.
"Por que o carro de lixo passa apenas três vezes por semana?"
Eu, a racional da história, tentei seguir a rotina, indiferente à bagunça do animal, mas vez por outra a criatura e a obra-prima que ela certamente fizera em frente a casa apareciam em minha mente.
“Ah... Nem tenho culpa. Amanhã o caminhão de lixo passa e diminui a confusão”.
Fiquei com esses pensamentos evasivos até me conscientizar de vez: “O lixo da minha casa é minha responsabilidade.”
Essa relação público/privado é sempre complicada.
Saí de vassoura e pá em mãos para arrumar a bagunça da vaca (pra não dizer minha).
Eu já estava preparada para o pior: pedaços do lixo espalhados por toda a rua... Qual não foi minha surpresa (e alívio) quando Lívio gritou: ela não conseguiu abrir o saco!
Ufa!
Recolocamos o saco no depósito do lixo e fim. Tudo voltou à ordem.
...
Essa semana alguém me contou que uma amiga pediu que ela votasse no deputado Fulano de Tal, pois se Fulano de Tal ganhasse, ela poderia procurá-lo em seu gabinete e ele concederia o que ela precisasse.
Uma promessa dessas anima qualquer um em um primeiro momento. Mas vantagens pessoais põem em cheque benefícios em prol de toda a comunidade. Os serviços devem contemplar a sociedade indistintamente, não são (ao menos não deveriam ser) moedas de troca para adquirir votos. Quem faz propostas assim em busca de eleitores já revela que, ao menos, uma coisa lhe falta: ética.
De que adianta ganhar um milheiro de tijolos para sua casa e sofrer com falta de saneamento básico, iluminação pública, empregos, escolas, segurança?!
Voltando a minha história...
De que adianta ter a casa limpa e a rua repleta de sujeira?
Por que sempre temos que colocar a culpa na primeira vaca da esquina? Por que queremos nos livrar de nossas próprias responsabilidades? Por que primamos tanto por nosso conforto mesmo que em detrimento de toda a comunidade?
Corrupção gera corrupção. Egoísmo gera uma nação miserável.
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